Fusca

Fusca

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ECKEL

Entre os diversos modelos da bagageiros de teto para o Fusca disponíveis nos anos de 1950 e 1960, destaca-se os fabricados pela empresa alemã HEINRICH ECKEL, sediada em Munique.

Anúncio de junho de 1957.

Os bagageiros da ECKEL detinham a marca HERKULES, uma referência à qualidade e resistência do produto, tão forte quanto Hércules, personagem da mitologia grega de força descomunal.

Anúncio de setembro de 1957.

Anúncio de março de 1959.

Anúncio de dezembro de 1959.

Além do Fusca e de outros veículos, a Eckel fez bagageiros para o Trabant, automóvel com carroceria de plástico fabricado na antiga Alemanha Oriental.

Anúncio da Eckel com o bagageiro instalado em um Fusca.

Os bagageiros da Eckel tinham o nome da empresa gravado no produto.

Além dos bagageiros, a Eckel fabricou modelos de barracas para serem instaladas sobre o teto do veículo. Acima, anúncio da empresa dos anos de 1950, onde se percebe o equipamento fixado sobre um Fusca.

Outro produto da Eckel consistia num piso plano, feito em madeira,  instalado na parte de trás e na lateral direita do Fusca, para transporte de cargas, semelhante ao modelo feito pela RIMI (para saber mais clique aqui).

Normalmente, o assoalho de carga era instalado no Fusca Standard, mais próprio para uso em trabalho do que a versão Luxo.

A Eckel também fabricou encostos e assentos de banco que melhoravam a posição do motorista, propiciando maior conforto.

Ainda Eckel, suporte para fixação de esquis que podiam ser fixados sobre o próprio bagageiro de teto ou sobre travessas próprias para a ocasião.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

RÁDIO COLARADI

 Anúncio de agosto de 1968.

Os rádios COLARADI foram fabricados pela empresa paulistana Eletrônica Colaradi Ltda., localizada na Rua Francisco Dias Velho, 915, Brooklin, na altura do nº 4.338 da Avenida Santo Amaro, São Paulo (SP).

Fuscão com rádio Colaradi.

A empresa fabricou rádios para o Fusca nos anos 60 e 70, destacando-se os modelos Bandeirante, Colaradi Standard, Luxo e Xavantes. Foi fabricante também de alto-falantes.
 
Rádios Colaradi Standard e Luxo.

Rádio Colaradi modelo Bandeirante.

CASTANHO METÁLICO - L1272

Cor utilizada pela VW do Brasil entre 1973 e 1974, nos veículos SP1, SP2, TL (1973) e SP1, SP2, TL, Variant, Brasília e Karmann-Guia TC (1974). Código L1272.

GATO STOP-SOM

Há mais afinidades entre o gato e o Fusca do que se possa imaginar.
 
Para afastar a ação dos "gatunos" (ladrão, larápio), diversos dispositivos de segurança equiparam o Fusca, citando-se a trava de câmbio (clique aqui para ver mais), a trava da ventarola ou pega ladrão (clique aqui para saber mais) e a trava da direção (clique aqui para mais detalhes).
 
A "cara de gato", por sua vez, além de proteger, embelezava o emblema do capô.
Já o "olho de gato" ajudava a integridade física do besouro, ao refletir qualquer luz que sobre ele incidisse. O olho de gato avisa "Olha, estou aqui, preste atenção, tenha cuidado comigo!"

 O refletor foi usado também em alguns modelos de painéis de porta fabricados pelas Capas Copacabana especialmente para o Fusca. A Norfol fabricou inúmeros modelos de olho de gato para os mais variados usos.
Se o Fusca fosse equipado com faróis auxiliares da Carello, novamente o gato mostrava suas garras.
 

O gato era o símbolo da empresa.

Anúncio de março de 1964.
 
Outro acessório de época bastante curioso era  um gato de pelúcia feito para ser instalado na janela traseira do Fusca. Nos olhos do bichano foram instaladas lâmpadas removíveis que se acendiam quando o motorista freasse o automóvel. Tinha, ainda, um alto-falante de 6” (ou seria um "gato falante"?), com chave reversora, para separar ou conjugar o som do alto-falante do painel. Confeccionado em tamanho natural, era disponível nas cores preto e havana. Foi  fabricado pela empresa brasileira Cincinnati Ind. de Rádios e Adornos Ltda, de São Paulo (SP).

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

CADEADO DO PNEU SOBRESSALENTE

Fusca 1950 com estepe preso com cadeado.

Na primeira metade da década de 1940, por conta do avanço da Segunda Grande Guerra, o acesso da população europeia a determinados bens de consumo tornava-se cada vez mais difícil. Dentre os produtos escassos figuravam os pneumáticos para veículos. mercadoria de difícil acesso aos civis uma vez que os esforços de guerra os direcionavam para uso dos veículos militares.  

Fusca 1950 com suporte para o aloquete.

Por conta dessas restrições, o pneu tornou-se bastante cobiçado, o que fez elevar a quantidade de furtos do valioso artefato, principalmente o sobressalente que, via de regra, encontrava-se em estado de novo ou com pouco uso.

Chapa fixada no estepe do Fusca para recepcionar corrente e cadeado.

Dentro deste contexto, após o término da Guerra, muitos veículos foram fabricados com um sistema de segurança do estepe. O Fusca foi um deles. A partir do final do ano de 1947, chassi nº 1-071.377, carroceria nº 10.707, o besouro recebeu um suporte metálico soldado no berço do estepe para recepcionar uma corrente e um cadeado visando proteger o pneu sobressalente de furtos.  

Cadeado da marca Burg, original VW.

O suporte tem o perfil em forma de "U" com abas laterais e um círculo central, donde passa uma corrente, que, após trespassar por um dos orifícios do parafuso de roda, era unida nas extremidades por um cadeado. O cadeado era fabricado pela empresa alemã Burg e tinha a logomarca da Volkswagen.

Cadeado e chave.

O cadeado podia ser fixado diretamente no suporte (sem a corrente), porém, nesse caso, o pneu sobressalente deveria ficar na posição contrária, o que impediria o uso de acessórios como a caixa de ferramentas Hazet e o galão extra de combustível, fixados nos grampos da roda.

O cadeado tinha o nome do fabricante (Burg) e o logotipo da VW.

O uso desse dispositivo de segurança perdurou até 1952. porém, a partir de 1951 tornou-se um  item opcional.

Fusca 1948 com suporte do cadeado do estepe.

Fusca 1950  e o detalhe do suporte do cadeado.

Fusca 1952 ainda com o suporte do cadeado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

BIZZ-BIZZ-BIZZZUUUUMMM!

O Bizorrão em exibição em Águas de Lindóia em 2007.

O Bizorrão foi um Fusca esportivo fabricado pela VW do Brasil entre outubro de 1974 a abril de 1975, também conhecido como Super Fuscão 1600-S, Fusca 1600-S ou besourão. O Bizorrão foi lançado em outubro de 1974 já como modelo 1975. O apelido Bizorrão foi dado pela própria VW do Brasil conforme se verifica do material de divulgação oficial do modelo na época. A VW fundiu o já conhecido apelido “besouro” do Fusca com a onomatopeia do som do motor: “Bizz-Bizz-Bizzzuuuummm”. Virou “Bizorrão”, afinal, não era um besouro qualquer mais, sim, um “Super Fuscão”, daí a razão do aumentativo. 1600 é a referência à cilindrada do motor, com 1.584 cm3. “S” é uma referência ao termo inglês “Sport” ou “esportivo” em português. Foi a versão mais equipada do Fusca e o único a sair de fábrica com conta-giros, amperímetro, manômetro e escapamento esportivo. 

 Anúncio de outubro de 1974.

Na apresentação do Bizorrão a VW prenunciava que “... já a partir do dia 3 de outubro próximo o Bizorrão fará a zorra de jovens e coroas ouriçados na onda ...”. Aliás, a VW usou e abusou das gírias muito em voga naquele tempo - principalmente entre a juventude e hippies de todas as idades – justamente para chamar a atenção desse público. A cada uma das partes do veículo que era novidade no modelo atribuiu-se um jargão próprio. Assim, ao volante, “zorra”, à alavanca de câmbio, “zig-zag”, à tomada extra de ar, “zifôlego”, aos bancos, “zum zum”, às rodas, “zás-trás”, ao motor, “zuncador” e ao painel, “ziing”! Adiante, transcrevo texto de propaganda de época onde esse linguajar peculiar e “descolado” foi utilizado para anunciar a nova versão do Fusca: “V. viu o que a VW aprontou agora? Outra boa. Ela pegou os macetes mais curtidos por aí, juntou tudo bem juntado e saiu com este tremendo carango que é o Bizorrão. Putz! Um ouriço, podes ver pra crer: motor zuncador, com 1600cc de veneno. Entrada extra de ar, em relevo, zifôlego! Rodas aro 14 zás-trás, fazendo o carro mais bairo e agarrado na pista. Já tá sentindo a barra da performance? Então, saca como v. vai comandar a máquina: o volante zorra e o câmbio zig-zag são pequenos, tipo competição. Tá sabendo, quanto menor o movimento que o piloto tem que fazer, mais depressa o carro obedece. Zapt! Zupt! Os bancos zum-zum, com encosto que segura v. nas curvas. (Reclinam até o assento de trás pra v. transar bem uma parada.) E o painel tem conta-giros, e tudo que é marcador, pra v. ficar sempre dono da situação num passar de olhos ziing! Agora, não fique tranqüilo aí, que a esta altura tem bicho demais vidrado no Bizorrão. Se v. quer descolar o seu, tem que pintar depressa num Revendedor VW”. 

Super Fuscão 1975 na cor vermelho rubi.

O Super Fuscão começou a ser vendido em 3 de outubro de 1974 nas cores Amarelo Safari (L1363), Branco Lótus (L282) e Vermelho Rubi (L5000). Em testes feitos no veículo por ocasião de seu lançamento, fazia de 0 a 100 km/h em 16,5 segundos; velocidade máxima de 136 km/h, retomada 40 a 100 km/h em 25,7 segundos, frenagem de 80 a 0 km/h em 28,8 metros, consumo médio de 10,2 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada a 80 km/h. Em dezembro de 1974 era vendido por Cr$ 27.154,00. Foram fabricadas cerca de 6.000 unidades dessa versão.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS:

Motor de 1584 cm3, com dupla carburação, filtro de ar seco, com potência de 65 cv a 4.600 rpm, torque de 12 mkgf a 3.000 rpm, diâmetro de 85,5 mm e curso de 69 mm.

Dístico “1600 S” de metal, fixado em uma tomada de ar extra em preto fosco instalada sobre a abertura da tampa do motor.

 A tampa do motor do Bizorrão não tinha as tradicionais aletas de ventilação, apenas os vãos das duas aberturas principais. 

 Escapamento esportivo, de única saída na lateral esquerda.

 Rodas aro 5J x 14H, com pneus 175 x S14.
 
Volante exclusivo feito pela Walrod (modelo XK). revestido em courvin preto e de menor diâmetro.

Instrumentos do painel (velocímetro, conta-giros e marcador de combustível) com aros externos na cor preta.
 
Marcador de combustível: ponteiro vermelho e moldura preta.

Velocímetro marcando 160 km/h de velocidade máxima.

Conta-giros no painel.

Instrumentos adicionais sob o painel constituído de amperímetro, manômetro (marcador de temperatura do óleo) e relógio de horas instalados em moldura plástica preta.

Os instrumentos podiam ser da marca VDO ou Horasa.

Alavanca de câmbio mais curta, com coifa exclusiva.

Bancos dianteiros mais anatômicos e totalmente reclináveis.

Sistema de reclinamento da Probel.

Interior com forração acarpetada no túnel, caixas de ar, cangalha e caixas de rodas internas, substituindo o tradicional carrapatinho plástico. Freios a disco na dianteira e tambor na traseira.

Bitolas mais largas (1326 mm na dianteira e 1.363 mm na traseira).

Número do chassi e do motor com iniciais BD. Exemplo: chassi nº BD 001550, motor nº BD 005001.

 Faróis com lente abaulada, da marca CIBIÉ ou ARTEB HELLA, e aro com três parafusos.

 Detalhe do suporte do pára-choque. Lâmina dos pára-choques chanfrados (clique aqui).

Alça de abertura do capô dianteiro.

Lanternas traseiras: tricolores até dezembro de 74 e bicolores a partir de janeiro de 1975. Fabricantes: ARTEB HELLA, CIBIÉ, BIANCO SAVINO, POLIMATIC.