terça-feira, 11 de junho de 2013

HINO DO CAROCHA



Hino em homenagem ao Fusca, composto em Paços de Brandão, Portugal, por uma Associação de amigos do Fusca. Foi cantado pela primeira vez no II Encontro de VW a Ar em Paços de Brandão, ocorrido em junho de 1997.

HINO DO CAROCHA

Nasceu na Alemanha
Vive em todo o mundo
Lindo Volkswagen
Não pára um segundo.

Existe um em França
É o COCCINELLE
Passeia elegante
Sempre em passerelle.

Outro no Brasil
Samba até mais não
É o FUSCA, o FUSQUINHA
Lá no Calçadão.

E na velha Grã-Bretanha
Sempre sempre a deslizar
Vai o BEETLE tão vaidoso
Que até nem pode parar.

E na estrada em Espanha
Cheio de salero
Corre o ESCARAVELLO
Dançando um bolero.

É vê-lo em Itália
Belo piccolino
É todo amoroso
É o MAGGIOLINO.

Chama-se CAROCHA
Cá em Portugal
Toda a gente o quer
É o carro ideal.

É o carro ideal
Anda ligeirinho
Não precisa d'água
Está sempre prontinho.

Todo redondinho
Fecha-se num ovo
É forte e robusto
É o CARRO DO POVO.

Abaixo, link do video (o hino começa na altura de 11:22): 

DATA

Diversas partes, peças e acessórios do Fusca possuem o ano de fabricação. Importante ficar atento a esse detalhe, tanto para identificar aspectos de originalidade do carro, quanto para identificar ou confirmar o  ano de fabricação do veículo. O primeiro lugar que se deve observar é a plaqueta de identificação do Fusca, localizada no berço do estepe, dentro do porta-malas. Nessa plaqueta, além do número do chassi, consta o ano de fabricação do besouro. Na tarjeta acima, o Fusca foi fabricado em 1957 (Baujahr = Ano de Fabricação). Confere-se o número do chassi da plaqueta de identificação com o número gravado sobre o túnel do chassi, embaixo do banco traseiro; obviamente, precisam ser idênticos. Se for um Fusca alemão,  é altamente recomendável conferir o número do chassi com as tabelas constantes em diversos sites da internet (exemplo: http://www.thesamba.com/vw/archives/info/bugchassisdating.php), haja vista - infelizmente - a grande quantidade de adulterações feitas em falsos Fuscas alemães (os populares "cabritos"). O Fusca com o chassi 1.57X.841, por exemplo, foi fabricado em junho de 1957.


Outro lugar mais visível para identificar o ano do Fusca é a data que fica na parte de trás do velocímetro. Essa data é apenas indicativa do mês e ano de fabricação do veículo, não podendo ser levada em conta para afirmar, peremptoriamente, que o Fusca teria sido fabricado naquele mês/ano. Essa regra vale também para todas as demais partes e peças que possuem data.

A depender do ano, a data na parte de trás do velocímetro pode estar pinada e/ou com um carimbo.

A roda do Fusca também possui data de fabricação. Acima, roda datada de janeiro de 1955.

Roda do Fusca de abril de 1974.

A caixa de direção dos Fuscas mais antigos também possuem data de fabricação. Acima, caixa de direção com data de 26 de outubro de 1955.

Máquina de levantar o vidro do Fusca datada de novembro de 1954.

Os cintos de segurança, utilizados nos Fuscas a partir de 1970, também eram obrigatoriamente datados. A foto acima é de um cinto de segurança instalado em um SP2.

Acima, etiqueta da TORO S.A em forração anti-ruído do Fusca, datado de setembro de 1971.


Cubo/tambor de freio datado de 1962.

Regulador de Voltagem. Os códigos da base indicam o mês/ano de fabricação. Veja mais detalhes aqui.

Todos os instrumentos de precisão possuiam data de fabricação (velocímetro, relógio de horas, conta-giros e marcadores de combustível).

Capa do pisca fininho, com data em carimbo de 16 de fevereiro de 1961.


Aro da buzina do volante Cálice, datado de julho de 1969.

Além disso, diversas outras peças receberam data, citando-se, exemplificativamente, os pneus (codificado nos mais antigos), relé de farol, cebolinha do óleo, bancos (etiqueta com carimbo de borracha a tinta, junto com a etiqueta do fabricante - Irmãos Lantieri ou Probel), bóia do tanque (carimbo de borracha a tinta), engrenagens do câmbio (pinada), carcaça dos faróis (carimbo de borracha a tinta nos modelos Arteb-Hella e Cibié), alguns rádios (exemplo: "Sedan-74", carimbado a tinta, modelos Volkswagen e Motorádio), etc. etc. etc. Obrigado ao amigo Diogo, pela grande colaboração.

terça-feira, 28 de maio de 2013

ENCOSTO PALHINHA

Nos anos 50 e 60 os bancos do Fusca tinham uma função básica: acomodar o motorista e passageiros. E só! Naquele tempo, não havia uma preocupação com a ergonomia dos bancos, razão pela qual surgiu o encosto  do tipo palhinha, que era encaixado por tiras ou cintas no banco do motorista.  


O encosto possuía uma curvatura para melhor se amoldar à coluna cervical do motorista, proporcionando maior conforto em viagens longas ou para quem usava o veículo durante muitas horas ao dia. Por isso, era um acessório muito utilizado pelos taxistas. Melhora a postura, evitando aquela persistente dor nas costas e pernas e aquela conhecida sensação de formigamento nas nádegas.

Apesar de ser conhecido como Palhinha, nem sempre o encosto era feito com essa fibra natural. A depender do fabricante, podia ser utilizado outros materiais, como plástico, nylon, tecido etc.

Obviamente, o acessório podia ser utilizado em qualquer veículo, não só no Fusca.

Anúncio de Julho de 1956.

Lembremos que o Fusca, até 1955, sequer possuía regulagem no encosto dos bancos dianteiros. Essa funcionalidade só foi introduzida a partir do modelo 1956, e, ainda assim, era bastante limitado. Considerando que cada motorista possui seu jeito de se acomodar no banco (principalmente por conta de suas peculiaridades físicas), um banco com maior possibilidade de regulagem aumenta o bem estar do motorista ao volante.

Anúncio de dezembro de 1972.

O encosto palhinha foi fabricado, no Brasil, pelas CAPAS COPACABANA, cujo modelo era composto por assento e encosto; na Alemanha, pela AUTOLUX e GHE. Havia, contudo, diversos outros fabricantes do produto.

Anúncio de novembro de 1960.

A MESBLA, extinta casa de acessórios, oferecia o encosto em suas lojas. 

Encosto palhinha no banco de um Fusca.

A palhinha proporcionava maior conforto ao motorista, minimizando as dores lombares.

Observe os mais variados modelos do encosto.

A maioria dos encostos eram fixados no banco por cintas elásticas.

Acima, coberto por tecido. Apesar da diversidade de materiais, todos os encostos possuíam a curvatura necessária para o encaixe perfeito da coluna. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

FRISO DO CONTORNO DO PÁRA-LAMA E DA SAIA TRASEIRA

Na época em que o cromado era sinônimo de elegância e sofisticação, colocar frisos adicionais no Fusca era ponto comum, fazendo com que o besouro saísse do anonimato.

Os frisos no contorno dos pára-lamas davam novo brilho ao Fusca.

A moda se estendeu até os anos 70.

Os frisos eram fixados na dobra interna do pára-lama, normalmente por meio de rebites.

Para finalizar, instalava-se o adorno na saia traseira, de modo que o friso praticamente contornasse todo o Fusca.

Detalhe do friso na saia traseira.

Era uma peça feita de alumínio que contornava as saídas das ponteiras do escapamento.

terça-feira, 21 de maio de 2013

ALLMETAL

Anúncio de maio de 1962.

Os batentes de proteção dos pára-choques do Fusca foram acessórios quase que obrigatórios nos anos 60. Várias modelos estavam disponíveis no mercado, desde protetores adicionais instalados na lâmina do pára-choque a revestimentos de borracha sobrepostos às garras originais. Tinham por função proteger os pára-choques de pequenos arranhões ou batidinhas, principalmente decorrentes de manobras de estacionamento.
 
Anúncio de Agosto de 1962.
 
Uma das empresas que fabricou esse protetores foi a ALLMETAL, localizada na Av. Lavandisca, 515, Bairro Moema, São Paulo (SP). A ALLMETAL chamava seu produto de amortecedor de borracha com chapa blindada. Eram disponível tanto para o Fusca quanto para a Kombi. Esses protetores eram fixados sobre as garras originais, que precisavam ser furadas para sua instalação.

Anúncio de Dezembro de 1962.
 
A ALLMETAL forneceu seus produtos para as concessionárias VW na época e, a partir do final de 1962, oferecia seus protetores de borracha nas mais variadas tonalidades de modo a combinar com a cor da carroceria. 

Acima, os batentes de proteção da ALLMETAL.

 Na parte de trás dos batentes, a identificação da empresa ALLMETAL, "Patente Requerida", "S.P." (de São Paulo) e a expressão "Indústria Brasileira".

O vibrante logo da VW no batente da ALLMETAL. Apenas os batentes fornecidos às concessionárias possuíam o logo da VW; os batentes destinados ao mercado de reposição eram totalmente lisos.

Vista lateral dos protetores. Percebe-se que os batentes são para encaixe nas garras (ou picaretas) mais vincadas (com maior curvatura), que equiparam o Fusca até a segunda metade dos anos 60.

Acima, detalhe da garra mais vincada, em que os batentes da ALLMETAL irão se encaixar perfeitamente. Quando for comprar esses batentes para seu Fusca, fique atento a esse detalhe, pois há diferenças na curvatura das garras.

Detalhe da garra menos vincada (usada nos últimos anos do Fusca com pára-choque de poleiro).

Acima, detalhe do protetor de pára-choque da ALLMETAL, com o logo VW insculpido na borracha. Foto  publicada em setembro de 1964.

ESPELHO RETROVISOR INTERNO SWF

A firma alemã SWF (Special Werkzeugfabrik Feuerbach), fabricante de diversos componentes elétricos para o Fusca (bananinhas, relês, luz de ré, chaves de seta, limpadores de pára-brisas, palhetas, lanternas, etc.), disponibilizou, no início dos anos 50, um espelho retrovisor interno com luz de leitura, facilitando, em muito, a visualização noturna de mapas ou qualquer outra necessidade por parte do motorista ou passageiro. 

Foi muito utilizado no Fusca split e oval. Substituía, com vantagens, o espelho retrovisor interno original.

Outro modelo feito pela SWF, além da luz de leitura, possuía o sistema dia/noite, redirecionando a luz oriunda dos faróis do veículo de trás.

Os espelhos da SWF estavam disponíveis em diversas cores: baquelite marrom, cinza, preto e marfim. Ao gosto do proprietário do veículo.

O espelho SWF instalado em um Fusca. 

Espelho retrovisor SWF na cor preta num Fusca oval. 

A luz de leitura era acionada por um botão deslizante que fica na base superior do espelho. O sistema dia/noite era acionado pelo botão marfim (veja foto acima) localizado no centro superior do espelho. Na haste do espelho outro acessório raríssimo: um relógio a corda feito pela VDO. 

Detalhe da luz de leitura embutida no próprio espelho (base superior).

Os espelhos da SWF possuiam o logo da empresa na parte de trás. 
Atualmente, a empresa SWF integra o grupo VALEO.