Fusca

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

CINZA LOBO - L1220

Kombi 1969 na rara cor cinza lobo.

Cor introduzida pela VW do Brasil em fevereiro de 1969 para os seguintes modelos: Fusca Pé-de-Boi (Tipo 113 B 066), Kombi Furgão (Tipo 211), Kombi Standard (tipo 231) e Kombi Pick-Up (Tipo 261). Foi substituída pela cor cinza claro em maio do mesmo ano, razão pela qual é considerada uma cor rara. Código L-1220.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

PRIMEIRO VOLKSFEST CURITIBA 2018

Aconteceu nos dias 14 e 15 de abril, o primeiro Volksfest de Curitiba, no Bosque São Cristóvão, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba (PR).

O evento foi extremamente bem organizado, focando na qualidade e não na quantidade de veículos VW, o que, certamente, engrandeceu a festa. 

O local também é maravilhoso, propício a eventos dessa natureza, tornando mais atraentes os nossos queridos VWs. Nem o tempo nublado, que dominou o fim de semana, conseguiu ofuscar o brilho do encontro. Toda infraestrutura necessária estava disponível ao público, desde banheiros limpíssimos, a comidinhas de ótimo padrão, acompanhadas daquele saboroso chopp da Gauden Bier. E quem quisesse ouvir música, várias bandas se apresentaram no sábado e domingo. Os admiradores de VWs não puderam reclamar. Ao contrário, sairam de lá com aquela sensação de que, finalmente, tem-se um evento VW de qualidade em Curitiba. Daqueles com gostinho de quero mais.

A foto tirada de drone destaca o colorido dos Fuscas.

Percebam a beleza do local.

Parte dos veículos partiram para o evento já na sexta-feira à tarde, exemplo do Fusca oval 1955 do amigo Leandro.

Veículo já na exposição.

Logo na entrada, dois magníficos e raros exemplares: uma legítima Kombi alemã 1969, com interior monocromático marrom e o Tempo Matador do amigo Joãozinho, na mesma família desde a década de 1950.

Um dos destaques da Festa foi o corredor da evolução do besouro, iniciando com o Fusca 1950 pertencente ao colecionador Haroldo, passando pelo modelo Zwitter (do amigo Bernardo Heller) e oval, além de modelos da década de 60, 70, 80 e, findando, com o Fusca Itamar (1993-1996).

O originalíssimo Fusca 1963 pertencente ao amigo Cláudio foi um dos destaques do evento. Sua pátina é sempre um charme à parte.

O belo Fusca 1300 1975, na cor laranja outono.

Fusca 1969, bege claro.

Um Fusca 1964 na rara cor bege areia. Outro exemplar muito bem preservado. 

O Fusca 1959 do amigo Said abrilhantou a festa.

Fusca oval 1954 pertencente ao amigo Douglas.

Dois belos SP2 na área externa;

Brasília 1974 de Paulo Henrique.

O super conservado Fusca 1959 da família Sovierzoski. Esse exemplar encontra-se com alto índice de originalidade, incluindo assoalhos, motor, caixa de câmbio e revestimentos de bancos de fábrica.

Os Fuscas ladeando as imponentes colunas do Bosque encantam os presentes.

Muitas Kombis também estiveram presentes na festa.

Dentre elas, destaque para Kombi alemã cabine dupla 1962 ...

... a Kombi 1959 na cor verde areia ...

e a Kombi Clipper customizada de Elcio Appel.

O SP2 prata e o belo Karmann-Guia type 34 com interior vermelho tiraram suspiros dos admiradores da marca.

Outros veículos como Envemo, Spyder e dois Fuscas conversíveis alemães encheram os olhos de todos que por eles passaram.

Não podia faltar o Cornowagen ....

... e o Fusca Pé-de-Boi.

Em primeiro plano o charmoso Fusca 1959.

O cabriolet amarelo chamou a atenção do público.

Até o VW 181 ou "A Coisa" participou do evento.

Fusca 1964 na reluzente cor azul atlântico.

Como todo bom encontro, não podiam faltar as barracas de venda de peças e souvenires relacionados à cultura VW. 

Antigos espelhos esportivos.

Emblemas de diversas concessionárias.

A popular orelha de padre em primeiro plano, acessório utilizado para substituir as bananinhas.

Raros batentes de proteção para os para-choques da  Brasília, com tampão com logotipo da VW. Estava à venda na tenda da Tedesco Volks Parts.

Algumas latinhas temáticas para guardar aquelas peças de maior valor.

No final de domingo, a grande homenagem feita pelos amigos ao companheiro Leandro, pelo aniversário de 40 anos. 

Leandro, para quem o conhece, é uma pessoa que merece todas as reverências. De grande coração, sempre está disposto a ajudar a quem precisa. É o homem que acorda pensando em Volks e vai dormir pensando em Volks. Seu grande sonho, perseguido diariamente com afinco ímpar,  é terminar de  montar seu Fusca oval 1955. Parabéns de novo, meu amigo! Todas as homenagens estarão sempre aquém daquilo que você merece.

Enfim, foi um final de semana perfeito. Aguardamos, ansiosamente, o próximo evento. Que 2019 chegue logo!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

BANCO INTEIRIÇO

Anúncio de janeiro de 1967.

Ainda sob a influência dos veículos fabricados até 1950, principalmente os sedans, cuja maioria saia de fábrica com o assento dianteiro inteiriço, a indústria de acessórios não demorou a oferecer essa possibilidade para carros menores como o Fusca e o Karmann-Guia. 

Anúncio de novembro de 1966.

Além de propiciar um ar de sofisticação aos Volkswagen, o banco inteiriço permitia transportar até três pessoas na dianteira do veículo – ainda que o terceiro passageiro ficasse numa posição incômoda, sentado no meio do banco, sobre o túnel central, tendo de desviar as pernas para não bater na alavanca do câmbio.

Anúncio de dezembro de 1968.

Inegável, contudo, o conforto que o banco inteiriço propiciava para dois passageiros. Isso porque, além da qualidade do material empregado, era, via de regra, totalmente reclinável, um luxo para a época.

Anúncio de janeiro de 1968.

O sistema para deitar o encosto fabricado pela Probel era o mais popular, sendo utilizado por várias empresas. Inclusive a VW adotou o sistema Probel nos bancos reclináveis do SP2 e do Fusca 1600-S.

Anúncio da Pirani de março de 1968.

Também era ótimo para namorar, pois o casal podia ficar juntinho sem o incômodo vão existente entre os bancos originais. Inclusive, importante salientar, o banco inteiriço foi projetado para cobrir a alavanca do freio de mão, sem prejudicar seu funcionamento.

Anúncio de dezembro de 1967.

Os bancos inteiriços levavam a assinatura de marcas famosas na época, caso de Redecar, Cardecor, Occhialini Auto Capas, Capas Copacabana e Procar.

Anúncio da Procar do início da década de 1970.

O banco inteiriço era totalmente reclinável.

O encosto, contudo, era dividido em duas partes, o que permitia o fácil acesso dos passageiros ao banco de trás.

Banco inteiriço da Cardecor em um Fusca 1962.

O banco possuía um pequeno túnel na parte central de modo a permitir o acionamento da alavanca do freio de mão.

Banco inteiriço da Procar em um Fusca 1969.

A Procar utilizou por muitos anos o acionamento de reclinamento da Probel. Posteriormente, desenvolveu seu próprio sistema.