Fusca

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domingo, 19 de junho de 2011

CAFETEIRA

O europeu gosta de viajar. Se for com seu próprio carro, todo o conforto e conveniência são sempre bem-vindos. Por que não uma cafeteira no carro? Ligada a uma tomada de força, o motorista pode ter  café fresquinho, feito na hora, tomado a qualquer momento, nas paradas de uma Autobahn ou mesmo num camping com a família. Afinal, quem não gosta de um bom café?

A mais antiga, famosa e rara cafeteira para uso no Fusca (ou em qualquer outro antigo) é a alemã Paluxette, que você pode admirar nas duas primeiras imagens deste post, instalada no Fusca split.

Acima, o modelo mais antigo da Paluxette (Auto Espresso), fabricado no início dos anos 50.

A Paluxette era feita de vidro, metal, alumínio e baquelite.

A plaqueta de indentificação da PALUXETTE alemã. 6 volts.

A cafeteira instalada num Fusca split em folder de acessórios dos anos 50.

A Paluxette instalada num Fusca oval.

A Paluxette em um Fusca 59.

A AUTO MIX é outra marca de cafeteira para automóveis. Repare no folder onde a cafeteira aparece instalada em um Fusca split.

Graças ao amigo Agnaldo (O Sorveteiro), que gentilmente enviou-me as fotos, e a quem novamente agradeço, podemos apreciar um modelo nacional de cafeteira para carro, de nome PIC-NIC. 

 A cafeteira está em excepcional estado. É nova, nunca usada. Acima, o nome PIC-NIC engravado na base de vidro.

A cafeteira vinha com a fiação para ligá-la à corrente elétrica do carro. Fiação envolta em pano, típica dos anos 50.

A ponta em baquelite. Observe que a placa que identifica a voltagem da cafeteira: "6 VOLTS". E a expressão "IND. BRASILEIRA".

 
A cafeteira do Agnaldo é muito rara, pois o corpo em vidro fez com que muitas se quebrassem ao longo do tempo. A PIC-NIC nacional é extremamente parecida com a PALUXETTE alemã.

As antigas partes em baquelite da Paluxette são atualmente reproduzidas para substituir as peças danificadas. Sim, meus amigos, esse modelo antigo da Paluxette (= PIC-NIC nacional) são tão raras que há pessoas nos EUA que reproduzem partes da cafeteira.

O modelo seguinte da Paluxette - foto acima - ficou menor, ganhou peças em plástico (substituindo o vidro) e era instalada diretamente na tomada de força do acendedor de cigarros. Era fabricada em 6 ou 12 volts. Modelo típico dos anos 60.

A Paluxette instalada num Karmann-Guia.

A Paluxette instalada num Fusca, em foto de junho de 1967.

Paluxette no centro do painel do Fusca.

Acima, catálogo antigo de acessórios, onde se vê, à esquerda, a Paluxette num Fusca split e, à direita, outro modelo de cafeteira, parecido com um bule, instalado num Fusca oval.

Acima, o modelo tipo bule da cafeteira. Observe o plug, ligado à tomada de força do padrão antigo. E os detalhes em baquelite marfim, combinando com os botões do Fusca.

A cafeteira instalada num Fusca oval.

Se o Fusca fosse standard, os pegadores da cafeteira eram pretos.

Podia ser instalada também na lateral interna do veículo (foto de 1960).

Cafeteira alemã da marca HERTELLA, de 1967.

HERTELLA instalada em um Fusca.

Havia outros fabricantes de cafeteiras.

Acima, modelo típico dos anos 70.

Duas gerações, lado a lado (photos by Flockers).

Cafeteira italiana, marca Velox.

Cafeteira alemã, Rex.

Outra cafeteira alemã.

O plug era da marca HELLA.

 Acima, outra cafeteira pertencente ao amigo Diego, de São Paulo, que gentilmente cedeu-me as fotos para serem publicadas neste blog.

 O curioso da embalagem desta cafeteira é a imagem do Maverick. Muito legal!

Acima, o modo pelo qual a cafeteira é instalada dentro do veículo, fixada no vão do vidro da porta.

A cafeteira sendo usada à beira de praia!

A cafeteira usada em um camping.

As cafeteiras eram bastante populares na Europa nos anos 50 a 70. Hoje são items raros e colecionáveis. Como tudo na vida, aprecie com moderação!

3 comentários:

  1. Meu deus heheheheheeee isso nunca tinha visto nem ouvido fala. Muito 10 o blog

    Abraço Chrys

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  2. Caramba, esse Blog é demais, jamais acreditaria que existiu uma cafeteira em carro,
    show....

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  3. Puxa, era isso que queríamos na nossa última viagem ao litoral norte paulista, durante viagem de oito horas e sem nenhuma parada num dos trechos da rodovia Dom Pedro. Parabéns pelo blog!

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