Fusca

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

VIAJANDO NO TEMPO

Volte por um instante no tempo, caro leitor. Imagine-se nos anos 50.
 
Joseph está ansioso com a viagem. Serão alguns dias na estrada. Há meses vem se preparando para a jornada. Quer estrear o carro novo que comprou recentemente: um Volkswagen sedan 1956. Era um sonho antigo que só agora pôde ser realizado. Irá atravessar quase toda a Europa até chegar ao destino final: Istambul, na Turquia, porta de entrada do continente asiático. Não será uma viagem de um sopro só. Viajar com filhos pequenos exige certa dose de  paciência e cuidados adicionais. Paradas imprevistas serão inevitáveis. Markus tem apenas três anos; Rudi, o mais velho, dez. Trabalhando duro em Frankfurt, serão as primeiras férias depois de muitos anos.
 
Apesar de o Volkswagen ser novo, precavido que é, Joseph foi à Loja Perohaus para comprar alguns itens adicionais para seu fusca, necessários à viagem.
 
A primeira providência foi adquirir um espelho retrovisor externo. Era questão de segurança, afinal, iria viajar muitos kilômetros, e uma visão adicional dos carros que vem atrás é importante! O espelho retrovisor externo também facilita as manobras feitas à ré. "O fusca deveria vir com esse espelho de fábrica", pensou Joseph.
 
 Em seguida, procurou uma cadeirinha infantil para Markus, o caçula.
 
Joseph olhou o catálogo e, dentre as duas opções disponíveis, escolheu a cadeirinha mais simples, que custava 22,50 marcos. Afinal, iria comprar outros acessórios e precisava economizar.
 
A loja era grande; olhando aqui e ali, Joseph deparou-se com um belo conjunto de capas para bancos. Apesar do preço, ficou imaginando as crianças comendo, bebendo e brincando dentro do fusca; aqueles bancos originais, feitos em fina casemira, iriam ficar imundos. A dificuldade de limpar esse tipo de tecido ... visando preservar a integridade do revestimento dos bancos, apostou alto e mandou instalar as capas, feitas pela empresa OK (Otto Kleyer K.G). Aos olhos de Joseph, era um investimento que valia a pena! Afinal, sua intenção era ficar muitos anos com o pequeno Volkswagen e os bancos originais e bem conservados iriam valorizar o fusca na hora da revenda.
 
Enquanto faziam o serviço de colocação das capas Joseph quedou-se a matutar: "Puxa, vai ser uma viagem longa e o fusca não tem marcador de combustível. Ficar fazendo contas de cabeça para estimar a quantidade de gasolina no tanque não é algo prático e sempre dá margem a erros!"
 
"Aquela régua que marca o nível de combustível é útil, porém precisarei, de quando em quando, parar o carro e abrir o capuz dianteiro para verificar o nível de gasolina no tanque. Já gastei bastante com as capas, ficará difícil colocar um marcador de combustível no painel, como um Motometer, um Beck, VDO, Dräger ou um Dehne."
 
"A torneirinha da reserva do combustível resolve muitos problemas, pois me dá uma autonomia de mais ou menos 50km. O problema é que, como vou viajar longe, poderei rodar centenas de kilômetros sem encontrar um posto de gasolina".
 
De repente, os olhos de Joseph depararam-se com um catálogo da Quickly, que oferecia um tanque extra de combustível para o fusca. O tanque era prático, não tomava espaço pois era instalado no próprio estepe do carro.
 
Joseph ficou imaginando o tanque extra instalado no estepe do fusca. "Boa aquisição, Joseph....", disse a si mesmo.
 
"Nossa, quanta coisa tem aqui para o fusca!". Joseph não resistiu à tentação e comprou um par de saboneteiras para as maçanetas do fusca. "Elas protegerão a pintura do fusca, além de proporcionarem um visual mais sofisticado ao carrinho". Joseph foi satisfeito para casa, pois tinha adquirido acessórios úteis para sua viagem e para a preservação do carrinho. Tudo estava perfeito!
 
Anne, sua esposa, gostou das compras que Joseph fez, principalmente da cadeirinha para Markus. No final de semana, ela ajudou com os últimos preparativos para a viagem, inclusive com uma boa limpeza no fusca.
 
Partiram na segunda-feira. Os meninos estavam alvoroçados. O trânsito em Frankfurt era intenso e o tempo não colaborou muito. Sair da cidade exigiu certa paciência.
 
Após 40 minutos, estavam na Autobahn. A viagem finalmente começara!

2 comentários:

  1. muito bom!

    queremos parte 2!

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  2. OLÁ, OBRIGADO POR PRESTIGIAR O BLOG. AS PARTES 2 E 3 DA HISTÓRIA DE JOSEPH VIRÃO AINDA ESTE ANO.

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