Fusca

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RÉGUA PARA MARCAR O NÍVEL DE COMBUSTÍVEL

Até a 1a. série de 1961, o fusca não possuia marcador de combustível. Algo inimaginável nos dias atuais, afinal, como são saber quanto de combustível ainda resta no tanque? O fusca passou por mais de uma década (1950-1961) sem que essa funcionalidade fosse disponibilizada de fábrica.  Para suprir essa carência, a indústria de acessórios começou a desenvolver medidores do nível de combustível. De fábrica, a melhor opção do motorista, quando se visse sem gasolina, era abrir a torneirinha de reserva (5 litros), o que lhe dava, aproximadamente, 50 km de autonomia até o próximo posto de gasolina. 

A opção mais barata na época era utilizar uma régua para medir o nível de combustível no tanque.

Com a régua, o motorista precisava desligar o fusca, estacioná-lo, abrir o capuz dianteiro, desatarrachar o bocal do tanque, colocar a régua dentro do tanque na posição vertical, tirar a régua e observar a posição da marca do combustível. Pronto, com esse procedimento o motorista saberia quanto ainda lhe restava de combustível. Difícil? 

A régua era tão útil que chegou a ser oferecida como acessório oficial Volkswagen, disponível nas concessionárias da marca.

Havia, na época, diversos modelos à disposição, feitos de diversos materiais, do metal à madeira. Algumas réguas marcavam, além da quantidade de litros ainda disponível no tanque, quantos quilômetros de autonomia ainda restavam no tanque (valores aproximados, estimados a partir do consumo médio do fusca). 

 As réguas oferecidas nas concessionárias Volkswagen era normalmente feitas de metal, com pintura esmaltada, e com o logo VW. O "R" significa "Reserva", e a marcação variava entre 5 a 40 litros. Essas réguas eram oferecidas em 4 (quatro) cores: azul, verde, preta e vermelha. A régua VW possuia, ainda, um buraco na ponta para ser pendurada na garagem do besouro.

 Modelo feito em madeira.

Modelo em metal esmaltado.

 Modelo em nylon, flexível, em catálogo de época.


Importante salientar que a marcação no nível de combustível na régua é diferente a depender do ano do fusca. De 1950 até 1961, época em que o fusca não tinha marcador de combustível de fábrica, houve dois tipos de tanque. O primeiro, fabricado entre de 1950 a 1955 e, o segundo, de 1956-1963 (sob a ótica da história do fusca no Brasil, pois a modificação do tanque aqui ocorrida somente em 1964 já havia sido antecipada em 1960 no fusca alemão). Sempre com 40 litros, as modificações eram no formato apenas, visando sempre maximizar o espaço do porta malas. Assim, uma régua feita na primeira metade dos anos 50 não servia nos fuscas fabricados a partir de agosto de 1955 (modelo 1956) em face da mudança ocorrida no tanque.

 A partir de 1956, alguns fabricantes (exemplo da GHE, alemã) aproveitavam para fabricar uma única régua com as duas medidas: de um lado, as medidas do tanque até 1955 e do outro lado da régua, a medida para o tanque do fusca a partir de 1956.

Modelo de régua dobrável, de multiuso ...

... uma vez que a ponta da régua servia, também, para sacar a calota do fusca.

Modelo de régua em madeira, com a parte central em alumínio, feito pela alemã Hagus (empresa que fabricava espelhos retrovisores para o fusca). Na época, era muito comum a feitura de réguas artesanais, utilizando madeira, a partir de uma régua com as medidas oficiais. Era o barato do barato! Um barato, não?

Um comentário:

  1. Espetacular o detalhamento de acessórios mesmo que pequenos e visualmente sem muita utilidade tornam-se belos com seus comentário. Não me vejo mais não frequentando esse maravilhoso Blog. Meus parabéns mais uma vez.

    Abraço,
    Renato

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