Fusca

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

LANTERNÃO L. HUBER. O PREDECESSOR DA FAFÁ NO BRASIL

Logo nos primeiros anos de produção do fusca no Brasil, começaram a surgir diferenças, ainda que sutis, com o besouro produzido na Alemanha. Esse descompasso tornou-se mais marcante a partir de 1965 e atingiu seu auge nos anos 70, época em que a Volkswagen, quer por razões mercadológicas, quer por razões financeiras, estabeleceu profundo abismo entre as características do fusca nacional e do fusca alemão.


O passar dos anos fez com que o fusca nacional sempre estivesse em atraso em relação às modificações implantadas na Europa. Não bastasse isso, a maioria dos melhoramentos ocorrida por lá jamais chegou por aqui. Exemplo disso é a suspensão dianteira Mc Pherson, pára-brisas panorâmicos, vigia e vidros laterais maiores, painel acolchoado, transmissão automática (opcional), etc., etc. etc.

Uma dessas inúmeras diferenças diz respeito à lanterna traseira do fusca. Já a partir de 1973, o fusca alemão passou a contar com uma lanterna traseira maior e mais arrendondada semelhante à que veio a ser usada no Brasil seis anos mais tarde.

Na época dessa mudança, os fuscas nacionais ainda utilizavam as tradicionais lanternas pequenas, conhecidas como lanterninhas (fuscas 1300) ...

... ou as lanternas pata de cavalo (fuscas 1500, 1300-L, 1600, bizorrão).


As lanternas maiores foram introduzidas no fusca brasileiro somente a partir do segundo semestre de 1979. Para instalação da nova lanterna houve necessidade de mudança nos pára-lamas traseiros, que ficou menos inclinado em relação ao anterior, de modo a permtir que a lanterna, quando instalada, ficasse em posição vertical.

As lanternas maiores ficaram popularmente conhecidas como fafá, uma referência ao generoso busto da cantora Fafá de Belém, cantora em voga na época.

Na Alemanha, essas lanternas eram conhecidas como pés de elefante (elefantenfussrücklichtgläser).

Em 1977, dois anos antes da introdução das lanternas fafá, a empresa L. Huber & Cia Ltda., localizada em São Paulo (SP), na Rua Conselheiro Nébias, 1.114, lançou no mercado lanternas maiores para serem usadas nos fuscas. Chamou seu produto de lanternão VW.

 As lanternas da L. Huber substituiam as lanternas originais (lanterninha e pata de cavalo). Portanto, as carcaças foram desenhadas para serem alojadas nos pára-lamas traseiros dos fuscas da época (pára-lamas pré-1979).

As lanternas da Huber, quando instaladas, ficavam iguais às lanternas do fusca sul-africano fabricados a partir de 1973 (a Volkswagen possuia uma fábrica naquele país desde 1966). Possivelmente, daí tenha surgido a inspiração para a fabricação desses lanternões.

Visão lateral do lanternão VW.

Curiosamente, a carcaça do lanternão Huber era feita em plástico. Era uma novidade na época, pois as carcaças da lanterninha e da pata de cavalo eram feitas de uma liga metálica.

Vista da carcaça do lanternão da Huber, que utilizava ...

o mesmo soquete da lanterna pata de cavalo.

O lanternão Huber possuia um olho de gato em sua parte central.

As diferenças entre o lanternão Huber (à esquerda) e a lanterna fafá (à direita).

Perceba as diferenças nas carcaças das lanternas. O lanternão Huber possuia carcaça maior e com maior curvatura justamente para encaixar-se no design do pára-lama antigo do fusca. Na lanterna fafá, a carcaça é mais fina lateralmente e possui um avanço maior sobre o interior do pára-lama.

Parte de trás da lanterna fafá.

Lateral da Huber.

Talvez pelo visual meio bizarro e pelo fato de a VW ter lançado o fusca com as lanternas fafá pouco tempo depois, as lanternas da L.Huber não alcançaram o sucesso pretendido e, por isso, são itens difíceis de se achar nos dias atuais.

2 comentários:

  1. legal essa comparação das lanternas... eu nao conhecia esses tais "lanternão Huber"... ganhei o dia hoje!!!!
    excelente blog!!! já conhecem o nosso blog?
    abraços
    Cleiton

    fuscaclubeauea.blogspot.com

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  2. Opas, então quer dizer que as lentas das lanternas "Fafá" tradicionais não servem nas desses lanternões L. Huber???

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