Fusca

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

EXTENSOR DA TORNEIRINHA

Até o início de 1961 o Fusca não possuía marcador de combustível. O medidor de combustível só foi introduzido em abril de 1961, a partir do chassi nº 33.301.

Por causa disso, todos os Fuscas sem marcadores de combustível, incluindo os Fuscas Pé-de-Boi fabricados a partir de 1965, possuíam uma torneira de combustível, que funcionava como reserva. A torneira tinha por part number o nº 211.209.021 A (até o chassi 1-929.745) e nº 111.209.021 D (a partir do chassi 1-929.746 até 33.300). 

 Até meados de 1949, a torneira de reserva de combustível ficava instalado sobre os pés do passageiro. 

A plaqueta ZAR fazia o acabamento na torneirinha. ZAR são as iniciais, em alemão, de Zu (fechado), Auf (aberto) e Reservieren (acionamento da reserva). Com o Fusca em funcionamento normal, a torneira precisa estar posicionada em "Aberto". Quando o carro começasse a falhar pela falta de combustível, a torneira deveria ser girada para a posição "Reserva". Desta forma, o motorista ainda teria cerca de 5 litros de gasolina, ou autonomia para andar cerca de 40km, para rodar até o posto de gasolina mais próximo. Além dessa função, a torneirinha fazia as vezes de filtro de combustível.

A partir do modelo 1950, a torneira foi deslocada para cima do túnel, na cangalha do veículo.

Com o lançamento do modelo Zwitter, em outubro de 1952, a plaqueta ZAR foi substituída por um pequeno anel, que fazia o acabamento da torneirinha na forração do Fusca. Outra alteração ocorrida na torneirinha a partir do Zwitter foi a diminuição da linha de combustível que passou de 8 para 6 milímetros. 

Além dos Fuscas fabricados até o início de 1961, também os Pé-de-Boi eram equipados com a torneira de combustível. Todavia, no Pé-de-Boi, a torneirinha ficava logo acima do túnel, em posição mais baixa em relação aos modelos utilizados até 1961. O acionamento da torneirinha, no Pé-de-Boi, também é mais comprido, Essas alterações foram necessárias em razão da mudança do tanque, ocorrido em janeiro de 1964, que ficou com maior profundidade em relação àqueles utilizados anteriormente.

Até agosto de 1955, o acionamento da torneirinha funcionava em ângulo de 180 graus ou na posição 9:15, tomando-se por referência os ponteiros de um relógio de horas. Posições da alavanca: (1) Aberto; (2) Reserva; (3) Fechado.

A partir do modelo 56, ocasião em que mudou o formato do tanque de combustível, a torneirinha passou a funcionar em 90 graus ou na posição 1:15.

Acima, a válvula de combustível  da torneirinha que era instalada embaixo do tanque de combustível, a partir da qual partia a alavanca posicionada na parte interna do Fusca, na parede sobre o túnel. Até 1955 existiram basicanente dois tipos de válvula: 1) com porca recartilhada (foto acima) ...

... e 2) com porca borboleta (foto acima), sendo que até outubro de 52, com diâmetro de 8 mm e a partir do Zwitter, 6 mm.

 
A partir de 56 a válvula da torneirinha foi modificada. Esse modelo foi utilizado no Fusca de 1956 até 1961.


Visão expandida da torneirinha até 1955.

Evolução do sistema de saída de combustível do Fusca.

Atualmente existem kits de reparo da válvula para venda no mercado. 

Como a torneirinha era acionada com o pé, os fabricantes de acessórios não perderam tempo e desenvolveram um aparato que permitia colocá-la em ação com o uso de uma das mãos, sem tantos contorcionismos. Trata-se do extensor da alavanca da torneirinha.

Seu funcionamento era bastante simples: por meio de uma haste de metal, uma de suas extremidades encaixava-se na alavanca da reserva; a haste perpassava por um suporte que era fixado embaixo do painel. A outra ponta, um botão para maior conforto quando do acionamento do extensor.

Na Europa e EUA o acessório era oferecido nas concessionárias VW.

Havia diversos modelos na época à disposição do motorista. Diversos também foram os fabricantes.

O modelo acima é bastante raro, uma vez que não possuía suporte para ser fixado embaixo do painel.

Observe no anúncio acima que esse modelo de extensor segue a linha do túnel, na posição horizontal. O motorista também acionava a alavanca com uma das mãos, porém, precisava se agachar levemente para alcançá-la. 

Acima, o extensor da alavanca da torneirinha instalado num Fusca split.

A diferença básica entre os modelos era o tipo de botão utilizado. O mais comum, nos Fuscas ovais, era o botão combinando com os botões do painel ou com o botão da chave de chave de seta; porém, como dito, existiram dezenas de variações.

 Extensor da torneirinha num Fusca split. Repare na foto outros acessórios embarcados no besouro, como o rádio valvulado Philips, um acendedor de cigarros e o pedal  esportivo instalado sobre o acelerador do tipo rodinho.

 Nessa foto percebe-se melhor o encaixe da haste do extensor na alavanca da torneirinha.

Um comentário:

  1. Excelente post Opas, ótimo para quem tem Fuscas da década de 50 e 60.

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