Fusca

Fusca

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O PATINHO QUE VIROU CISNE!

 Causou certo espanto quando aquele carrinho surgiu para o mundo no início dos anos 50. Recusado pelos ingleses ao final da segunda guerra, que não viram no projeto qualquer potencial, o Fusca passava ao largo das convenções automobilísticas da época. Rejeitado, pequeno, barulhento, desengonçado diria. Parecia um patinho feio! 

Não se achava sequer o motor, que, instalado na parte de trás, causava espanto aos desavisados quando aí descoberto. Quantos recepcionistas de hotel tentaram, gentilmente, retirar as malas do carrinho abrindo a tampa traseira!

As primeiras vendas realizadas em 1950 exigiram certa dose de persuasão por parte do vendedor para convencer o cliente de que aquele carrinho tinha qualidades.
  
E, o mais inusitado: o carrinho não tinha nenhum emblema que o identificasse. Como se chama? Qual o fabricante? O que é esse emblema no capô do porta-malas? Volkswagen? Que nome esquisito!

O Fusca tinha tudo pra dar errado. Contra tudo e todos, aquele patinho feito se transformou num cisne. E não porque tenha crescido, mudado sua plumagem e  ficado mais portentoso e atraente na sua adolescência. Não, ele não mudou. O mundo é que passou a percebê-lo sob um novo olhar. Um olhar  de simpatia, admiração, desejo e paixão. 

Para a VW ele era chamado de Volkswagen Sedan. Contudo, a ausência de um nome na carroceria aliada à natural dificuldade de pronúncia do fabricante ("Folqsvaguen") ajudou a proliferar, no mundo inteiro, os apelidos dados ao pequeno Sedan (para saber mais sobre apelidos e nomes do Fusca clique aqui). No Brasil, o Sedan ganhou o apelido de Fusca. A falta de qualquer identificação no veículo fez com que as concessionárias brasileiras colocassem no capô do motor e no capô do porta-malas o emblema "Volkswagen", em letra cursiva, para ajudar na disseminação da marca no Brasil. Esse emblema, feito em zamac, era sempre instalado transversalmente na tampa do motor ou do porta-malas.


Somente em 1982, trinta e três anos depois do início de sua fabricado no Brasil, a Volkswagen se rendeu ao apelo popular: o Fusca passou a se chamar oficialmente .... Fusca! Em 1982 o nome Fusca passou a ser gravado na capa do Manual do Proprietário, e, a partir de 1983, ganhou um emblema de plástico na tampa do motor, utilizado até 1986.


Em 1993, com o reinício da produção do Fusca, o emblema foi redesenhado.

O Fusca Série Ouro, lançado em 1996, ganhou emblema exclusivo.

O emblema do Fusca Série Ouro era dourado. Foram os últimos 1.500 Fuscas produzidos no Brasil.

Fusca, 3 vezes Fusca. O Série Ouro possuía 3 emblemas do Fusca: um na tampa do motor e dois nas laterais dianteiras.

Emblema lateral do Fusca Série Ouro.

A bem da verdade, o Fusca nunca precisou de um emblema. Sua história fala por si. Sua engenharia e seu design  tornaram-no um carro único na história da indústria automobilística. Seu formato o faz se reconhecido em qualquer lugar do planeta. Integra o acervo cultural da humanidade.

2 comentários:


  1. Que colocação linda Opa^^

    Contra tudo e todos, o carrinho deu certo^^

    Abrax^^

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  2. Inclusive até hoje os Ingleses tem um puta recalque a respeito do Fusca, pois naquele programa da Discovery Turbo "Joias sobre Rodas" o Mike começou a descer o cacete no Fusca num episódio em que eles compraram um para restaurar (e no final não restauraram o Fusca, mas sim, o transformaram num bugue) ele disse que o Fusca é um carro lento e que como bugue ele era melhor e mais rápido, sei que ele falou um monte.

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