Fusca

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SÃO CRISTÓVÃO

Para os católicos, São Cristóvão é o santo protetor dos viajantes e motoristas e padroeiro dos taxistas. "Cristóvão" significa "aquele que carrega Cristo". Diz-se que, após Cristóvão ter mudado radicalmente de vida, começou a ajudar aos mais necessitados. No rio, passou a baldear as pessoas de um lado a outro da margem. Certa ocasião, um menino pediu que o ajudasse a levá-lo ao outro lado do rio. Cristóvão assim o fez, porém, a cada passo, tinha a sensação de carregar o peso do mundo. Ao observar o espanto de São Cristóvão, o menino lhe falou: "Em teus ombros, levaste mais que o mundo inteiro. Tu carregaste o Senhor do Mundo. Eu sou Jesus, aquele a quem tu serves". Assim, pelo fato de ter transportado com segurança o próprio Cristo de uma margem a outra do rio, São Cristóvão passou a ser invocado pelos condutores de veículos e pelos viajantes, pedindo-lhe proteção na jornada.
    
Entre os proprietários do Fusca existiam inúmeros devotos do Santo do mundo todo. Para manifestar essa crença, era comum adornarem o besouro com alguma imagem do santo.

O adorno era normalmente feito em metal e fixado no painel por um ímã presente na parte de trás.
  
A escolha do local para colocação da medalha ficava a critério do motorista.

Havia diversos modelos disponíveis.

Redondos.

Triangulares, fixados por pequenos cravos.

Anúncio de Setembro de 1957.

 Era tão popular que a fabricante de volantes PETRI disponibilizou botões de buzina com a figura de São Cristóvão.

Os botões de buzina com a imagem do santo figurava, inclusive, em catálogos de acessórios para veículos nos anos 50 e 60.

Acima, botão de buzina com a imagem do santo protetor. Esse botão de buzina podia substituir o botão original do volante dos fuscas até 1959, ou, como normalmente ocorria, era oferecido junto com um sobre-aro complementar que facilitava o acionamento da buzina.

Volante com sobre-aro e botão de buzina da PETRI.

Nem a Volkswagen resistiu à fé popular, disponibilizando a figura de São Cristóvão nas plaquetas comemorativas dos 100.000km rodados com o Fusca. Na Alemanha, nos anos 50 e até o início dos anos 60, o proprietário do besouro que fizesse todas as revisões indicadas pela fábrica e que chegasse aos 100.000km sem qualquer problema mecânico, era agraciado com plaquetas comemorativas da ocasião, diploma e um broche (pin) com o logo VW.  

Acima, duas opções das plaquetas da VW comemorando os 100.000km rodados: a da esquerda, com a figura de São Cristóvão, e a da direita, apenas com o logo VW. 

Havia também opções para substituir o brasão original que ficava instalado no capô do porta-malas por um outro, com a imagem de São Cristóvão.

Acima, uma plaqueta de São Cristóvão adornando a tampa do porta-luvas de um Fusca split. Relembrando que os Fuscas fabricados até outubro de 1952 não tinham tampa no porta-luvas. As tampas no porta-luvas nos Fuscas split são considerados acessórios. Além de São Cristóvão, era comum, no Brasil, colocar no painel do Fusca ímãs com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. 

Um comentário:

  1. Esses imãs me fazem lembrar da minha época de criança quando eu os via nos painéis de alguns Fuscas.

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