Fusca

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

GRAVADOR PARA FUSCA

 
Já tínhamos abordado, em tópico passado, acerca do uso de vitrola no Fusca (veja aqui). Agora, é a vez do gravador para Fusca, desenvolvido pela empresa MOTORÁDIO, denominado Motorádio Music Magazine (foto acima, tendo em primeiro plano a manopla de câmbio Playboy).

A MOTORÁDIO foi uma empresa paulista fundada em 1942 pelo imigrante japonês Hiroshi Urushima em São Paulo. Foi o primeiro fabricante de auto-rádios no Brasil. De 1969 a 1978 manteve com a poderosa Sony uma associação (Sony-Motorádio), por meio da qual a empresa brasileira fabricava radiogravadores, aparelhos de som e televisores vendidos pela SONY. No inicio da década de 1990, a massa falida da MOTORÁDIO é adquirida pela empresa Audiomotor Comercial e Industrial Ltda. que utiliza a marca MOTOBRAS sendo hoje um grande fabricante de rádios portáteis e auto rádios, a maioria com Ondas Curtas. A fábrica está atualmente situada na cidade de Brasópolis (MG).

Com a invenção da fita cassete (ou K7) pela PHILIPS em 1963, criou-se um mundo de possibilidades em termos de gravação, reprodução e portabilidade do som. Nos anos 60, o consumo da música explodiu e comprar um aparelho pequeno que reproduzisse, a qualquer momento, sua música favorita era o sonho de consumo de todo jovem da época. 

 Como uma alternativa ao toca-fitas de cartucho, a MOTORÁDIO lançou, em 1969, o ESTOJO MUSIC MAGAZINE MOTORÁDIO. Era equipado com o gravador Sony TC-75 ou TC-100, para gravação de músicas, programas de rádio, discursos, aulas, etc. Era conjugado ao auto-rádio, que a fábrica recomendava fosse os MOTORÁDIO modelos simples ou automático. Retirado do estojo, o gravador funcionava como aparelho portátil a pilha ou luz. Era acompanhado de microfone com controle remoto "partida-parada". Segundo a empresa, "uma verdadeira orquestra em seu carro".

Anúncio da MOTORÁDIO no natal de Dezembro de 1969. Além de TV, rádio de mesa, vitrola, rádios para automóveis, lá estava o CONJUNTO MUSIC MAGAZINE, que podia ser instalado no carro, usado em sua residência ou mesmo para animar uma festa entre amigos. Maior bossa!


O conjunto era formado por duas peças básicas: a caixa externa propriamente dita, que possuía uma chave para trancafiar a portinhola retrátil frontal, evitando-se, assim, eventual furto do gravador ...

... e o aparelho da SONY, acoplado ao estojo. Um botão lateral era acionado pelo motorista para selecionar ouvir o toca-fitas ou o rádio do carro. O estojo da MOTORÁDIO possuía um suporte para ser instalado embaixo do painel do veículo.
Detalhe do plug que conecta o toca-fitas ao estojo. Por sua vez, o estojo era conectado ao rádio do carro. Com a popularização do rádio toca-fitas nos anos 70, a "orquestra" da MOTORÁDIO foi vendida até 1974, aproximadamente, quando então deixou de ser produzida.


Anúncio de época do gravador da SONY.

4 comentários:

  1. O surpreendente não é o aparelho em si, mas o fato de ele ter resistido um tempo ao advento dos toca-fitas, aliás, não sabia que a fita cassete era da década de 60.

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