Fusca

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

C I T R O N

A empresa CITRON EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS LTDA., então localizada na Av. Júlio de Castilhos, nº 440, Conjunto 132, Porto Alegre (RS), foi fabricante de diversos produtos eletrônicos para o mercado automobilístico nos anos 60. 

Anúncio de março de 1965.

Dentre esses produtos, destaca-se a ignição transistorizada, que substituía a bobina com grande vantagem. Em um dos anúncios da época, a CITRON chamava a atenção do motorista perguntando-lhe "se você continua em 1910?", ano em que a bobina convencional foi inventada. A ignição transistorizada representava uma vida mais longa para a bateria do carro, a troca de platinado podia ocorrer a cada 100.000 km  e a troca de velas a cada 80.000 km. Além disso, prometia um desempenho superior em 12% (doze por cento) no rendimento do motor e economia de combustível em torno de 20% (vinte por cento).

Anúncio de agosto de 1964.

 Em 1964 havia algumas fábricas no Brasil que produziam sistemas de ignição transistorizada: a PECKER e a SERVILINE em São Paulo e a CITRON no Rio Grande do Sul. Também a WALITA Auto Peças S/A lançou no mercado uma ignição transistorizada chamada de "Transigniter 201". Naquele ano, a CITRON participou do Salão do Automóvel de São Paulo, onde uma demonstradora explicava o funcionamento da ignição transistorizada. "Dispensa o uso de gasolina azul", "dispensa o uso do condensador; "prolonga a vida útil do motor", "protege o platinado e economiza gasolina", dizia a bela representante da empresa.

Anúncio de outubro de 1964.

A ignição possui um amplificador que interrompe a corrente entre a bobina e o platinado, que funciona somente no instante exato da explosão, ou seja, no ponto de ignição. Em 1965, a ignição transistorizada foi utilizada como novidade no Simca.

Anúncio de fevereiro de 1967.

Para os veículos DKW, cujos motores usavam 3 (três) bobinas, a CITRON desenvolveu uma bobina encapsulada, fabricado em epóxi, inquebrável, a prova de choques, ácidos e maresia, não amassava ou quebrava. A empresa prometia duração cinco vezes maior que as bobinas comuns.

Outro produto feito pela CITRON que podia ser usado no Fusca foi o tacômetro ou conta-giros. O tacômetro da CITRON possui um segundo ponteiro, o espia ou dedo duro. Esse ponteiro (na cor preta) vai para as altas rotações com o ponteiro normal (na cor vermelha), mas não volta. Com isso é possível verificar o giro máximo alcançado pelo motor em determinado percurso.

O conta-giros serve para indicar o número de rotações do motor, tendo como unidade RPM (rotações por minuto). Tem a função de orientar o motorista no controle das rotações de motor para troca de marchas, rotações máximas e mínimas de trabalho. Cada fabricante de motor estipula o número máximo e mínimo de rotações de motor de acordo com o projeto e aplicação. O Fusca com motor 1200, por exemplo, alcance os 36hp a 3.700rpm. Por isso, os conta-giros da época feitos para o Fusca não ultrapassavam 5.000rpm.

 O conta-giros feito pela CITRON era mecânico, ou seja, era constituído de um rotor imantado que tem sua rotação acionada pela rotação de um cabo. O campo magnético gerado por esta rotação é que controla a deflexão do ponteiro; uma mola chamada “cabelo” é que estabiliza o movimento desse ponteiro, fazendo sempre uma força contrária à do campo magnético. O sistema mecânico utiliza um cabo flexível, como o do velocímetro, que em geral é ligado ao dínamo do Fusca e, por meio de reduções convenientes, impulsiona o ponteiro do tacômetro.

O tacômetro da CITRON, modelo TT, 6 volts, para motor de 4 cilindros.

Possuia um suporte para ser fixado no bigode do painel do Fusca, permitindo ajustes na altura.

O conta-giros da CITRON no painel do Fusca. A tempo: o único Fusca que saiu com conta-giros de série foi o Bizorrão (1600-S), fabricado entre 1974 e 1975.

Um comentário:

  1. Então digamos assim... que essa ignição transistorizada ficava entre a ignição convencional e a eletrônica???

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