Fusca

Fusca

quarta-feira, 1 de abril de 2015

BACALHAU

O reforço  da fixação do suporte do pára-choque traseiro ficou conhecido no Brasil como bacalhau ou língua de vaca, a depender da região. Ao longo da produção do Fusca, o bacalhau sofreu 4 (quatro) grandes mudanças, cuja evolução veremos a seguir.

1950-Jan/1953.

O menor bacalhau de todos, utilizado até janeiro de 1953, chassi nº 1-0429.716.

A partir de Jan/53 até Out/1966.

A partir de janeiro de 1953, chassi nº 1-0429.717, e até outubro de 1966, chassi B 6-317.067, o bacalhau aumentou de tamanho. Com mais área de contato com a carroceira, ficou mais reforçado. Todos os Fuscas 1200 fabricados no Brasil tinham esse tipo de suporte. Esse suporte ficou conhecido como língua de vaca em algumas regiões do Brasil, face sua parecença com tal órgão muscular. 

 Nov/1966-Ago/1970.

A partir do final de 1966, chassi nº B 6-317.068, o suporte ficou ainda mais reforçado. Mais largo que o anterior, possuía um reforço adicional em forma de "til" ( ~ sinal diacrítico que, na língua portuguesa, serve para nasalar as vogais) na parte superior.

Esse suporte é o mais parecido com o "bacalhau", típico dessa época de Páscoa. Desnecessário dizer que, no Brasil, o reforço da fixação do pára-choque ganhou esse nome dada à semelhança com essa espécie de peixe. O nome bacalhau acaba sendo dado também ao reforço de fixação do pára-choque dianteiro, apesar de serem, visualmente, peças diferentes. Apenas o suporte traseiro se assemelha ao bacalhau-peixe.

Ago/1970-1996.

A partir de agosto de 1970, chassis BP 762.826 (Fusca 1300) e BS 000.101 (Fusca 1500), e até o final da produção do Fusca no Brasil, o modelo acima foi utilizado. Esse modelo, em verdade, serve tanto no pára-choque quadrado (71 em diante) quanto no pára-choque de poleiro (até 70), pois tem furação adicional para adaptar-se a qualquer um deles. É por isso que o bacalhau que originalmente equipou o Fusca entre Nov/66 até Ago/70 é tão difícil de achar hoje em dia, uma vez que não faz sentido, do ponto de vista financeiro, as indústrias de reposição de peças fabricarem dois modelos distintos, quando um só resolve os dois problemas. Quem perde com isso, obviamente, é o proprietário detalhista que está restaurando um Fusca desse período, que encontrará grande dificuldade em achar o suporte traseiro correto.

 Como bacalhaus é uma peça soldada na carroceria, é comum acumular-se umidade no local, danificando a peça.

A troca simples do bacalhau normalmente resolve a questão.

Todavia, não raro, a ferrugem ataca a própria carroceria. Quando não há mais como recuperar o local, é necessário trocar a ponta traseira da carroceria. Para tanto, tem-se disponível no mercado remendo com o bacalhau já soldado. É uma opção que facilita a vida do restaurador.

2 comentários:

  1. Esse modelo de "bacalhau" que serve para os dois para choques seria ótimo para quem quisesse pôr um para choque de poleiro nos Fuscas mais modernos (como é comum na Europa), pena que hoje o povo só quer saber de "plastimóvel", pois se não fosse assim, teríamos uma indústria de autopeças para antigos muito maior do que hoje aqui no país.

    ResponderExcluir
  2. Utilizei bacalhau moderno pro meu 61, porém não ficou na posição certa o para choque. Considerando que ficou mais alto a posição do bacalhau, tendo que abrir o paralama acima do buraco original do suporte. Para choque está mais perto da lata rua e está torto/inclinado.

    ResponderExcluir