Fusca

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

MANIVELA DE ACIONAMENTO MANUAL DO MOTOR

KDF com alavanca de acionamento manual do motor.

Na história do automóvel, a partida elétrica do motor foi criada em 1912 com o lançamento nos EUA do modelo Cadillac Self-Starter. Até então, para o motor pegar, era necessário girar manualmente uma manivela acoplada diretamente ao seu virabrequim. Era assim, por exemplo, no Ford Modelo T lançado em 1908 e nos demais modelos da Ford fabricados até 1918. Apenas a partir de 1919 a Ford começou a adotar em seus veículos a partida elétrica.

Fusca exibindo a manivela de acionamento.

Curiosamente, o Fusca, em seus primórdios, utilizou uma manivela ligada ao eixo da árvore de manivelas para permitir o acionamento manual do motor. Ressalte-se, contudo, que o Fusca sempre possuiu motor de partida elétrico; a utilização da alavanca era apenas residual, ou seja, apenas quando o acionamento elétrico não era possível, fato que ocorria com certa frequência em regiões mais frias, com invernos rigorosos, onde é mais comum problemas com a partida do motor.  

Catálogo oficial VW. A manivela figura entre os acessórios disponíveis para o besouro.

Há uma certa imprecisão sobre o período de tempo que o Fusca utilizou esse vetusto sistema de partida. É certo que até outubro de 1949 todos os Volkswagen saíam de fábrica com a manivela (cf. Progressive Refinements). Todavia, por um período curto de tempo, a alavanca passou a ser um opcional oferecido pela fábrica, figurando inclusive no catálogo partes e peças da VW alemã no capítulo de "acessórios". Por isso é relativamente comum se verificar a presença do equipamento em Fuscas fabricados em 1950.

A saia traseira e a lata traseira do motor possuíam um furo para que a alavanca pudesse ser acionada.

O equipamento foi utilizado também pela Kombi e em motores estacionários feitos pela VW. A partir de 1959, a alavanca deixou de ser disponibilizada nos catálogos oficiais da VW. Obviamente isso não impediu que muitos proprietários continuassem a instalar o sistema manual de acionamento do motor, principalmente em regiões com clima mais frio ou distantes dos centros urbanos, onde a dificuldade de acesso a oficinas e lojas de auto-peças tornava a partida manual ainda atraente.

Parafuso da polia do virabrequim: específico para acoplar a alavanca.

Para acoplamento da manivela, era necessário trocar o parafuso original da polia do virabrequim por outro, com a cabeça parcialmente vazada, além de furar a saia traseira e a lata que envolve o motor. Também era colocado um suporte metálico fixado na base superior do pára-choque, que servia de guia e apoio para acionamento da alavanca.

Polia do virabrequim com o parafuso apropriado.

Suporte fixado sobre o pára-choque: servia de guia e apoio para acionamento da alavanca.

Detalhe da extremidade da alavanca: os dois pinos apoiavam-se no parafusos da polia do virabrequim.

O suporte era fixado no pára-choque com parafusos, porcas e arruelas.

Acima, pequeno vídeo demonstrando o funcionamento da manivela.

Um comentário:

  1. Poderiam ter disponibilizado esse sistema aqui no Brasil, mas por um motivo diferente: Bateria descarregada.

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