Fusca

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

FORRAÇÃO LATERAL 1958 E 1959

Fusca 1959.

A partir do lançamento do modelo 1958, ocorrido em agosto de 1957, o Fusca passou a ter novo padrão de forrações laterais, agora todo revestido em material plástico, além da introdução da costura eletrônica na confecção desses painéis laterais.

Salmão.

As forrações laterais eram feitas em duas cores, uma mais clara, e outra, mais escura, fazendo um "composée" com a forração dos bancos, também em dois tons. O Fusca montado na Alemanha tinha 3 (três) cores escuras disponíveis: salmão (ou red brown, em inglês), azul (blue) e verde (green). 

Azul.

Já a cor clara apresenta algumas variantes em sua tonalidade: se o revestimento dos bancos fosse todo em vinil, esta se apresenta num tom cinza mais escuro, independentemente de ser o tom mais escuro fosse salmão, verde ou azul.

Combinação de cores quando os bancos fossem revestidos em vinil.

Todavia, se os bancos utilizassem tecido (padrão europeu, apenas), havia três tonalidades disponíveis: cinza claro (se a cor escura fosse verde), cinza azulado (se a cor escura fosse azul) e um cinza escuro (com a cor escura salmão).

Combinação de cores quando os bancos fossem revestidos em tecido.

Verde.

No Brasil, os Fuscas aqui montados em CKD em 1958 e os nacionais montados a partir de 1959, além do verde, azul e salmão, havia a opção da cor cinza. No Brasil, pelo fato de os bancos sempre terem sido revestidos de vinil, a tonalidade mais clara da forração era sempre no mesmo tom (cinza bem clarinho,beirando ao bege/branco).

Cinza.

Outra particularidade dos Fuscas montados nesse período no Brasil diz respeito ao padrão da forração da cor clara: enquanto na Alemanha o padrão era diamantado (formando pequenos triângulos), no Brasil, a estampa era formada por pequenos pontos retangulares. Na imagem a seguir é possível perceber essa diferença.



Os painéis laterais desse período tinham três linhas de costura eletrônica na parte superior e duas linhas na inferior. Separando o tecido claro do escuro na parte superior há um friso cromado. Além do local das maçanetas, no lado direito há uma bolsa para colocação de pequenos objetos e, do lado esquerdo, um puxador inteiriço (não vazado), também com um friso separando a peça ao meio.

Forração lateral traseira esquerda.

A forração lateral traseira, apresenta basicamente o mesmo padrão da forração das portas, inclusive com a presença do friso separando as duas tonalidades. Do lado direito, a presença do cinzeiro. 

Forração lateral traseira direita.

A forração traseira, contudo, não tinha a barra inferior na mesma cor da superior, como ocorre na forração das portas, conforme pode ser visto na foto seguinte.

Forração traseira.

Forração vista pela parte de trás.

A parte de trás dos painéis da porta era forrada com uma espécie de papel manteiga, com a finalidade de proteger o papelão da porta de eventual entrada de água. 

Um comentário:

  1. Excelente matéria, como sempre! Vale a pena lembrar que as forrações dos fuscas dos anos 60, tinham um debrum em toda sua volta, dando mais sofisticação e acabamento. Refiz o madeiramento das forrações originais do meu 66, e as peças de Eucatex, disponíveis no mercado, desprezam esse detalhe, portanto, são fabricadas em torno de 3 mm maior. Esculpi as peças para ajustar a medida e aplicar o debrum. Ficaram excelentes.

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