Fusca

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

SUSPENSÃO POR EMBUCHAMENTO E PIVÔ.

Suspensão dianteira: montagem na fábrica.

A suspensão dianteira do Fusca, composta de barras de torção transversais, feitas de aço laminado, dispostas dentro de dois tubos paralelos integrantes do quadro da suspensão, fixados à carroceria por meio de (4) quatro parafusos, arruelas e 2 travas. As lâminas são soldadas nas extremidades e fixadas na parte central de modo a impedir sua rotação, o que garante uma suspensão independente para as duas rodas dianteiras. 

Suspensão dianteira de um Fusca Oval.

As extremidades do feixe de lâminas são presas a braços da suspensão, e estes, por sua vez, se prendem à manga de eixo (ou ponta de eixo); a depender do modo dessa fixação, a suspensão passou a ser conhecida  popularmente por "embuchamento" ou por "pivô".

Suspensão por embuchamento.

A suspensão por embuchamento utiliza pinos verticais e horizontais que, por meio de um suporte próprio, conhecido por "telefone" da suspensão,  fixam a manga de eixo aos braços da suspensão. A suspensão por embuchamento foi utilizada pelo Fusca até 1970 e, até julho de 1981, apenas pelo Fusca 1300 Std.

Conjunto de pinos para suspensão por embuchamento.

O conjunto de pinos para o embuchamento de suspensão eram fabricados por diversas empresas nacionais, citando-se a Fabraço, Nakata, Butuem, Isbal, Macav, Sunyer, dentre outras. O pino horizontal da suspensão, quando original, tinha o logo VW gravado na cabeça.

Pinos horizontais originais.

Suporte da manga de eixo (popular "telefone da suspensão").

Em agosto de 1970, com o lançamento da linha 1971, o Fusca 1500 passou a vir de fábrica com uma nova suspensão dianteira, com a fixação da ponta de eixo agora feita por pivôs. Um novo quadro foi projetado, maior, com os tubos paralelos - onde as lâminas se acomodam - mais distantes um do outro, o que exigiu um novo cabeçote do chassi. O suporte da manga de eixo foi eliminado. As torres do quadro também foram redesenhados, em face na mudança na fixação dos amortecedores.

Suspensão de pivô.

Pivôs. Substituíram os pinhos de embuchamento. Nakata e TRW  são fabricantes da peça.

Todos os Fuscas 1500, 1500 Std (Série Bravo), 1600-S, 1600, 1300-L e Série Prata foram equipados com suspensão dianteira de pivô. Contudo, o Fusca 1300 Std continuou usando a suspensão por embuchamento até julho de 1981, chassi  nº BO 301.474. Somente a partir de agosto de 1981, todos as versões do Fusca passaram a ser equipadas com a suspensão de pivô.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

HERMES MACEDO


Lojas HM em São Bento do Sul (SC).

A Hermes Macedo foi uma loja de departamentos fundada em Curitiba (PR) em 1932 pelos irmãos Astrogildo e Hermes Farias de Macedo. A empresa, então denominada de Agência Macedo, dedicou-se em seus primórdios à venda de peças de caminhões e automóveis. 

Lojas HM em Caxias do Sul (RS).

Com a ampliação dos negócios, e já sob a denominação Lojas Hermes Macedo ou Loja HM, os irmãos Macedo passaram a comercializar artigos domésticos, móveis, roupas de mesa e cama, roupas e trajes masculinos, femininos e infantis, bicicletas, motocicletas, som em geral, máquinas de costura, discos de vinil, além dos tradicionais acessórios e pneus automotivos.

Anúncio de outubro de 1974.

Anúncio de junho de 1976.

Anúncio da década de 1980.

Entre os acessórios que podiam ser instalados no seu Volkswagen, cita-se rádios, alto-falantes, tweeters, equalizadores, macacos, baterias, volantes esportivos, bancos, consoles, rodas esportivas, faróis auxiliares do tipo milha e de neblina, enfim, tudo que havia de bom e de melhora para seu bólido. Esses equipamentos era instalados em pontos específicos denominados  "Auto Center HM".

Tudo para seu carro você encontrava na HM.

Adesivo plástico do Auto Center HM.

A empresa tornou-se um gigante das vendas a varejo no Brasil, à frente de Lojas Pernambucanas e Mesbla, chegando a possuir 285 lojas em 80 cidades espalhadas por seis Estados brasileiros: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Investiu bastante em propaganda (TV e rádio) sendo que os slogans “Lojas HM. Do Rio Grande ao Grande Rio!”  e “Pneu carecou, HM trocou!” faziam parte do imaginário popular.

Adesivo de propaganda política do Sr. Hermes Macedo colado no vigia de um Fusca.

Hermes Macedo chegou a se eleger deputado federal pelo Paraná pela antiga Arena, sendo reeleito por diversas legislaturas (1963-1982). Em 1997, a empresa ingressou com pedido de falência, três anos após a morte do Sr. Hermes (1914-1993).

LANTERNA PRA TODA OBRA!

Kombi 1976.

Em outubro de 1975 a VW do Brasil lançava a nova Kombi modelo 1976, conhecida como "Clipper",  com diversas modificações em relação ao modelo anterior.

Lanternas da Kombi Clipper.

Dentre as novidades da nova versão, estavam as lanternas traseiras, dispostas verticalmente no veículo, com funções de luz de estacionamento, luz de freio, pisca-pisca e luz de ré. Esse conjunto ótico, utilizado pela VW até o fim de produção da velha senhora, fez enorme sucesso na indústria automobilística, tendo sido utilizada por diversas montadoras de veículos, tanto em protótipos quanto em modelos que chegaram a ser fabricados comercialmente. 

As lanternas da segunda geração da Kombi foram utilizadas em carros esportivos (Puma e Pag Dacon), em motorhomes (Safari e Gurgel Cruiser), em mini-carros (Dacon 828), em triciclos (Emis), em SUVs (Gurgel Carajás), em jipes (CBT Javali, Gurgel X-12 TR e Jeg), em utilitários (Gurgel X-15, X-12, G800) e em buggies (Emis, Abais, Atobá, Billow, BRM, Baby, Canyon, Pretty Dakar, dentre outros). Bastante versátil, as lanternas foram utilizadas nesses veículos verticalmente (igual à posição original da Kombi), horizontalmente e, até mesmo, transversalmente;  a posição inusitada fazia com que se distanciassem visualmente das utilizadas pelo utilitário da VW, tanto que a Puma utilizou esses faroletes por quatro anos em seus veículos esportivos. Vejamos alguns desses veículos.

Kombi Motorhome Safari montada pela Karmann-Guia.

Puma 1976-1980.
 
Jeg Dacunha.

CBT Javali.

Mini Dacon 828.

Pag Dacon.

Pretty Dakar.

Buggy Emis.

Triciclo Emis.

Gurgel Cruiser.

Gurgel Carajás.

Gurgel Delta.

Gurgel G800.

Gurgel Itaipu E-400.

Gurgel Van-Guard.

Gurgel X-12 TR.

Gurgel X-20.

Gurgel X-15.

Buggy Abais.
  
Buggy Billow.

Buggy BRM.

Buggy Baby.

Buggy Canyon.

Buggy Atobá.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

POLAINAS PARA BRASÍLIA E VARIANT II

VW Variant II.

A partir do lançamento da Variant II, ocorrido em novembro de 1977, a perua da VW passou a vir de fábrica com um novo conjunto de pára-choques, constituído de uma lâmina principal e de duas cantoneiras laterais feitas de material plástico, conhecidas como polainas.

VW Brasília.

A mesma modificação nos pára-choques ocorreu com a Brasília, cujo modelo 1978 foi brindado com para-choques mais "parrudos" e polainas plásticas em suas extremidades. A lâmina original do pára-choque era cromada e as polainas pretas.

Polainas com pisca instaladas em uma Variant II.

Aproveitando essa mudança nos modelos, a indústria de acessórios não perdeu tempo e lançou no mercado novas polainas de pára-choques para equipar a Variant II e a Brasília, em substituição às originais.

As novas polainas eram feitas de metal e podiam ser cromadas ou pintadas de preto; além disso, alguns modelos vinham equipados com pisca-pisca embutido ou, simplesmente, com lentes refletivas (também conhecidas como olho de gato).

Além de melhorar o aspecto visual, as polainas cromadas davam uma sensação de sofisticação ao veículo; além disso, as polainas com pisca-pisca ou com o olho de gato embutidos garantiam maior segurança no trânsito, pois possibilitavam uma melhor visibilidade lateral do veículo.

Polaina cromada com pisca.

Assim, a depender do gosto do proprietário, essas peruas podiam ser equipadas com polainas com pisca-pisca lateral na dianteira e na traseira; com pisca lateral na dianteira (na cor âmbar) e com lente refletiva na traseira (âmbar ou vermelha) ou simplesmente com as polainas cromadas ou pintadas.

Polainas cromadas sem  o pisca-pisca.

Outros modelos de polainas possuíam em suas extremidades um batente de borracha para proteção contra pequenas colisões; outras, ainda, possuíam um vinco central com uma fita preta, igual à utilizada na lâmina do pára-choque, propiciando uma maior sensação de unicidade ao conjunto.

Polainas cromadas com protetor de borracha nas extremidades.

Anúncio da Feboan de dezembro de 1978: polainas para VW Brasília.

Batentes da Feboan, com fita preta, acompanhando a linha da lâmina principal do pára-choque.

Polainas do tipo "retrátil": modelos com ou sem refletivos.

Outro modelo de polainas lançadas no início da década de 1980 foram as polainas plásticas do tipo "sanfonada" ou "retrátil", com lentes refletivas, também disponibilizadas para a VW Brasília e Variant II. Ao contrário do que o nome sugere, essas polainas não eram de fato "retráteis"; o formato central da polaina, por lembrar uma sanfona, batizou o acessório. Um dos fabricantes dessa polaina retrátil foi a NORFOL, fornecedora do acessório para a própria VW.

Anúncio das polainas retráteis vendidas pela extinta "Rodão".

(agradeço ao leitor Sérgio P. S. Porto Neto pelas informações e pela cessão da foto do acessório instalado em sua Variant II)