Fusca

Fusca

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

BEM-BOLA

Anúncio da década de 1960.

A empresa nacional Bem Bola Indústria de Auto Peças Ltda, então sediada na Av. Celso Garcia, 668, no bairro do Brás, São Paulo (SP), desenvolveu uma ferramenta que chamou de "bem-bola" para auxiliar na troca do pneu, facilitando a retirada e colocação da roda no cubo.

Mediante uma alavanca, a roda podia, com pouca força, ser deslocada para cima, para baixo e também para os lados, tornando mais fácil o manuseio da roda, principalmente para as mulheres. Aliás, o anúncio da época salientava que "mulher não tem mais desculpa: já pode trocar pneu sozinha!". A ferramenta podia ser guardada no capô dianteiro do Fusca, que, por sinal, é o veículo cuja roda aparece sendo trocada na propaganda.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

EBERSPÄCHER: O AQUECEDOR

Europa e EUA: invernos rigorosos.

Em boa parte da Europa, EUA e Canadá, regiões em que o Fusca foi amplamente comercializado, os invernos são rigorosos, com muito frio e bastante neve. O sistema original do ar quente do besouro não dava conta do recado, sendo insuficiente para tornar a cabine do veículo um ambiente termicamente confortável.

Eberspächer: maior conforto ao dirigir. 

Para tornar mais eficiente a calefação interna, a empresa alemã Eberspächer desenvolveu na década de 1950 aquecedores específicos para serem instalados em Fuscas, Karmann-Ghias e Kombis.

O aquecedor Eberspächer servia os três veículos da VW fabricados na década de 1950.

Ótimo para o rigor do inverno no hemisfério norte, os aquecedores da Eberspächer eram instalados no capô dianteiro no Fusca e no cofre do motor nas Kombis e KGs. Foram fabricados em 6 ou 12 volts a depender da época e era um acessório oferecido na rede de concessionárias VW na Alemanha e EUA, figurando em catálogos oficiais da marca.

Eberspächer num Karmann-Guia.

A empresa Eberspächer existe até os dias atuais e foi fundada em 1865 por Jakob Eberspächer na cidade alemã de Esslingen am Neckar, estado de Baden-Württemberg, inicialmente fazendo estruturas metálicas para telhados de vidro em estações de trem e fábricas. Em 1931, começa a produzir escapamentos para veículos e, dois anos mais tarde, começa a fabricar sistemas de aquecimento para a linha automotiva. Foi fornecedora oficial da VW alemã, tanto de escapamentos para a linha de montagem, quanto do aquecedor.

Folder de instalação do aquecedor: chancela da VW.

Relativamente populares entre 1930 e 1960, os aquecedores a gasolina foram instalados em automóveis, caminhões, ônibus e até em pequenas aeronaves. A depender do modelo, esses equipamentos são bastante eficientes, pois começam a  aquecer o interior da cabine entre um  minuto a um minuto e meio após terem sido ligados.

Instalado no Fusca.

O aquecedor se utiliza do próprio tanque de combustível do veículo, que precisa ser perfurado para instalação da linha de combustível. O acessório usa uma bomba de combustível elétrica de baixa pressão, restringindo a quantidade de combustível injetada na câmara de combustão, fornecendo só o combustível necessário à perfeita operação do equipamento. Qualquer excesso de gasolina retorna para o tanque. São necessárias, portanto, duas linhas de combustível.

Eberspächer instalado em um Fusca oval.

No Fusca, o equipamento da Eberspächer é sempre instalado do lado esquerdo do capô dianteiro, próximo do tanque e próximo do para-lama, local onde passará o sistema de exaustão. Os modelos utilizados no besouro e Karmann-Guia são o B2 ou BN2; para as Kombis e o VW 181 (Thing), o modelo BN4. Aliás, o Thing saia de fábrica com o aquecedor instalado.

Modelo BN4 instalado numa Kombi.

O aquecedor é acionado por um botão instalado no painel, que deve ser puxado para que o equipamento comece a funcionar. A fonte de ignição é uma vela incandescente de 4 volts conectada a uma resistência. Por meio de uma ventoinha, o equipamento suga o ar frio e, após o aquecimento, injeta o ar quente para o interior da cabine. A temperatura é mantida por meio de um termostato que aciona um ventilador evitando que o ar que volta para a cabine fique muito quente. Quanto o botão é pressionado, desliga-se o aquecedor, fazendo cessar o funcionamento da bomba de combustível e da vela de ignição; todavia, o ventilador continua funcionando até o ar esfriar.

O ar quente é direcionado à cabine por meio de um duto embaixo do painel.

Obviamente que diversos furos são necessários na carroceria para instalação do aquecedor, tais como no interior do capô dianteiro; embaixo do painel para instalação de um duto que direcionará o ar  quente para o interior da cabine; para instalação dos botões de controle; para saída da ponteira de exaustão responsável por liberar os gases da queima de combustível.

Vista do para-lama dianteiro esquerdo: sistema de exaustão era necessário.

Um relógio podia programar automaticamente o acionamento do aquecedor.

Outra funcionalidade curiosa do aquecedor da Eberspächer é a possibilidade de o equipamento ser automaticamente ligado para hora pré-determinada pelo proprietário. Um contador regressivo de horas, instalado embaixo do painel, com escala de meia em meia hora e até 24h de antecedência, permitia que o equipamento fosse ligado sozinho pela manhã, na hora desejada. Quando o motorista chegasse na garagem para ir ao trabalho, a cabine já estava previamente aquecida. Um verdadeiro luxo para a época.

Vista explodida do aquecedor Eberspächer.

Evidentemente que todo esse conforto exige cuidados extras, como a necessária manutenção periódica do sistema, tais como limpeza da vela, inspeção das linhas de combustível, limpeza da câmara de combustão, inspeção do sistema de exaustão, troca de filtros, etc. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

VENENO BELGA

Mach 1: customização oficial. 

Mach 1 é o nome atribuído a uma série limitada de Fuscas customizados produzidos em meados da década de 1960 pela empresa belga D’leteren, autorizada VW naquele país desde 1948. O veículo foi inspirado em um pequeno Fusca 1200 que se destacou no Rally “Liège-Sofia-Liège” de 1964, pertencente à equipe sueca da Scania-Vabis, equipado com kit Okrasa de dupla carburação. Aliás, no ano anterior, a Okrasa obteve licenciamento da VW alemã para comercializar seu equipamento nas concessionárias da marca, permitindo que qualquer cliente pudesse adquirir e instalar um kit Okrasa junto às revendas autorizadas VW.

Fuscas de rallye da equipe Scania-Vabis: inspiração!

Impressionado com o desempenho do besouro naquele rallye (primeiro em sua categoria e 8º na classificação geral), o proprietário da concessionária belga D'leteren - a exemplo do que fez a brasileira Dacon - resolver produzir em série um besouro envenenado, batizando-o de “Mach 1”.

Fusca 1965 original: janelas grandes eram novidades para o ano.

A estimativa inicial da empresa era customizar cerca de 300 (trezentos) Fuscas. Esses veículos eram todos modelos "1965", já com as janelas grandes (um aprimoramento que o Fusca nacional nunca teve) e, além de melhorias na suspensão, o motor recebia o kit Okrasa 1300/34 TSV, com virabrequim de maior curso, novos cabeçotes, filtro adicional de óleo e dupla carburação (Solex 32 PBIC), aumentando sua potência para 50 cv, aproximadamente. A tampa do motor era aletada para melhorar a refrigeração.

Kit Okrasa: dupla carburação e cavalos a mais!

Os Fuscas personalizados pela D’leteren eram somente das cores vermelho (Ruby red, código L456) ou verde (Java green, código L518), ambas da palheta original daquele ano. Para incrementar ainda mais o visual, uma faixa central opcional na cor branca cruzava toda a extensão da parte superior da carroceria, dando um toque ainda mais esportivo ao besouro.

Faixas centrais: esportividade a olhos vistos!

As rodas eram de Porsche, feitas de ferro e mais largas que as originais. Adesivos com a inscrição “mach1 oettinger 1300” adornavam cada uma das laterais dianteiras do veículo. Internamente, o painel era pintado de preto fosco e um novo velocímetro com 160 km/h de máxima substituía o original. Relógios adicionais denunciavam a cavalaria extra: um conta-giros da VDO e um medidor da temperatura de óleo da marca alemã Koch eram instalados no próprio painel, do lado esquerdo do velocímetro. Tudo à mostra do motorista, propiciando ótima leitura do motor. Além disso, um novo volante de direção na cor preta (o mesmo utilizado no Tipo 3 1500) substituía o conservador volante marfim.

Conta-giros e medidor de temperatura de óleo: equipamentos do Mach 1.

Todavia, a Volkswagen alemã, quando soube da produção desses veículos, que estavam sendo modificados sem sua autorização, ameaçou rescindir o contrato com a D’leteren, excluindo-a da condição de revendedor autorizado naquele país. Heinrich Nordoff, então Presidente da VW alemã, teria ficado furioso com o ocorrido, tanto que, por conta desse episódio, desautorizou que o kit da Okrasa pudesse continuar sendo comercializado na rede oficial.

Anúncio de época do Fusca "de corrida".

A razão falou mais alto e a empresa parou com o projeto. Estima-se que cerca de 30 (trinta) Fuscas Mach 1 foram produzidos. Destes, somente 3 (três) são atualmente conhecidos. Curiosamente, "Mach 1" foi o nome de uma versão esportiva do Mustang da Ford lançada no final de 1968. Alguma inspiração no besouro belga?     

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

DAS

Escudo da DAS.

DAS: empresa alemã fundada em 1928 na cidade de Berlim, sob o nome DAS Deutcher Automobil Schutz Aktiengesellschaft. DAS são as letras iniciais dos três primeiros nomes que compõem a razão social da firma. Inicialmente sua atividade cingia-se à prestação de serviços jurídicos para motoristas. Em 1941 tornou-se uma companhia de seguros e sua sede foi transferida para Munique. Em 1958, o nome foi alterado para DAS Deutscher Automobil Schutz Allgemeine Rechtsschutz-Versicherungs-Aktiengesellschaft. Seus negócios se expandiram por toda a Europa.

Escudo da DAS na Áustria.

Na década de 1950 e 60 os veículos segurados pela empresa ganhavam um brasão (emblema) esmaltado que podia ser fixado em qualquer lugar da carroceria, indicando tratar-se de um automóvel protegido pelo seguro. 


Brasão comemorativo dos 25 anos da empresa.

Também em datas significativas, como por exemplo nos 25 anos de fundação da empresa (1928-1953) ou em seu aniversário de 40 anos (1928-1968) e 50 anos (1928-1978), foram distribuídos escudos comemorativos a seus clientes. Em inglês, esse brasão é chamado de "badge"; em alemão "plakette".

Escudos (badges) em um Fusca.

Importante frisar que na década de 1950 e 1960 o uso desses emblemas nos veículos era uma verdadeira febre na Europa, tanto que alguns proprietários exageravam na colocação desses brasões em seus carros. Mesmo hoje em dia existem inúmeros colecionadores desses brasões em todo o mundo. Ademais, dão um charme especial ao veículo antigo.

Fusca com brasão da DAS na placa traseira.

Infelizmente, a empresa foi extinta em 2015, ocasião em que foi totalmente incorporada pela Ergo Versicherung AG. 

terça-feira, 15 de outubro de 2019

MACACO INFLÁVEL ANSER

Anúncio da Anser.

Anser foi uma empresa nacional localizada na Av. Duque de Caxias, 179, São Paulo (SP), fabricante, na segunda metade da década de 1970, de um curioso e incomum macaco inflável, que era acionado pelos gases do escapamento do veículo. Para tanto, uma mangueira era conectada entre a bolsa e a ponteira de escapamento do veículo, cujo motor precisava estar em funcionamento durante o processo de erguimento do veículo visando à troca de pneus.

Passat e Kombi sendo levantados pelo macaco inflável.

A empresa fabricava dois modelos: Anser ML2-P para veículos pequenos e médios e o ML2-G para automóveis pesados. Prometia levantar o carro em menos de 30 segundos. Segundo a empresa, o balão inflável era ideal para solos lamacentos e arenosos, terrenos os quais o macaco convencional não propiciava uma sustentação segura do automóvel.

"Estamos levantando a indústria automobilística".

O bem bolado  trocadilho com a palavra "levantar" ("estamos 'levantando' a indústria automobilística") dava o tom dos anúncios da época.

A empresa fabricou também dispositivos de segurança contra roubo, ignição eletrônica, temporizador para o limpador do para-brisa carregador de emergência para baterias, alerta de velocidade máxima e amplificador para automóveis. Slogan: "Estamos levantando a indústria automobilística",  "Uma empresa que se responsabiliza pelos produtos que coloca no mercado" (1977). Razão Social: Anser Eletrônica Ltda.

1966

Anúncio da VW de março de 1966.

Ano após ano, a Volkswagen do Brasil batia recordes de produção nas décadas de 60. Não podia ser diferente no ano de 1966, ocasião em que foram produzidos 77.624 Fuscas, 2.400 Karmann-Ghias e 15.098 Kombis. Um carro novo a cada 2 minutos!

Também em 1966 a VW assumiu o controle acionário da Vemag, encerrando no ano seguinte suas atividades. Na época, a VW do Brasil era o maior investimento privado da Alemanha fora do país.

KOMBI: CHAVE DA PORTINHOLA COM SEGREDO

Chave da portinhola original.

Na Kombi, para acessar o bocal de tanque de combustível,  era necessário abrir uma portinhola por meio de uma chave "universal", ferramenta que acompanhava originalmente o veículo.

Chave com segredo feito pela Pacri.

Esse sistema era pouco seguro, uma vez que a abertura da portinhola podia ser feita por qualquer outro instrumento, como por exemplo, uma chave de fenda. Além disso, a tampa do tanque não possuía chave.

Para melhorar a segurança do local, a indústria nacional de acessórios desenvolveu uma chave com segredo para abrir a portinhola da Kombi, minimizando a possibilidade de furto de combustível., mormente na década de 1970, onde, em plena crise do petróleo, a gasolina valia ouro. Entre as empresas que fabricaram o apetrecho, destaca-se a Pacri, Forin e a Morcego.

Inscrição "Pacri" na chave.

O acessório da Pacri mantinha o mesmo visual do trinco original, com o acréscimo de um par de chaves, que tinham a gravação do nome da empresa, auxiliando na identificação do fabricante.

Raro acessório para a velha senhora.

Como a Kombi era utilizada precipuamente para o trabalho, poucos foram os acessórios desenvolvidos para a camionete, o que os tornam raros nos dias atuais.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

KACO

Luz de emergência da Kaco: providencial em lugares escuros.

Kaco é uma empresa alemã fabricante de juntas para motores, retentores e demais vedações para a indústria automobilística germânica. Foi fundada em 1914 por Gustav Bach (1880-1929), Albert Hirth e Gustav Klein. Tinha sede na cidade de Heilbronn, Alemanha.

Pode ser fixado em diversos pontos da carroceria.

Kaco é acrônimo formado pela razão social da empresa "Kupfer Asbest Co." Suas fábricas foram totalmente destruídas durante a Segunda Guerra Mundial. Com efeito, Heilbronn foi uma das cidades europeias mais arrasadas durante a Segunda Guerra e a empresa foi duramente atingida pelos bombardeios dos aliados.

Lanterna da Kako (Auto-Klemmlampe, em alemão).

Passada a guerra, a firma dedicou-se à fabricação de produtos elétricos e brinquedos. A produção de juntas reiniciou-se somente em 1948. A reconstrução total de seu parque fabril levou quase 10 (dez) anos, culminando em 1955. 

Acessório figurava nos catálogos oficiais da VW alemã.

Na década de 1950 fabricou uma lanterna de emergência para auxiliar a troca noturna de pneus, na realização de pequenos reparos, ou mesmo para iluminar o porta-malas ou outro ponto do veículo em lugares escuros. Essa lanterna era um acessório oficial da VW alemã, figurando em catálogos oficiais da época. 

Lanterna da Kaco na caixa VW.

A lanterna da Kaco era fabricada em metal, tendo o nome "Kaco" gravado na peça. Funcionava como um prendedor de roupa, podendo ser fixado em qualquer ponto da carroceria do veículo que tivesse uma pequena borda, tais como os para-lamas, capô dianteiro, tampa do motor, para-choque e vidros das janelas laterais. No ponto de contato com a carroceria, havia pequenas sapatas de borracha que protegiam a pintura. Além disso, o soquete da lâmpada era articulável, o que permitia direcionar a luz para o ponto desejado.

Inscrição "Kaco" no produto identifica o fabricante.

As primeiras lanternas  feitas pela empresa tinham a fiação coberta por pano, posteriormente substituído pelo PVC. Aliás, a fiação era generosa no comprimento, alcançando todos os pontos do veículo. 

Kaco fixado na tampa do motor.

Para acender a lâmpada, era necessário que o veículo tivesse uma tomada de força, que podia ser instalada em qualquer lugar do veículo, ao gosto do proprietário. Todavia, era geralmente acomodada sob o painel do Fusca. Importante frisar que os plugs mais antigos possuíam um encaixe diferente dos atuais acendedores de cigarro, conforme pode ser visto na imagem abaixo.

Antigo plug.

Curiosamente, a Kaco foi adquirida pela brasileira Sabó em 1993, o que a conecta com o Brasil de forma mais próxima do que imaginamos.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

BOTÃO DE ACIONAMENTO DO AR QUENTE

Roseta do ar quente.

O acionamento do ar quente do Fusca é feito por meio de um botão conectado a um cabo metálico que, por sua vez, efetua a abertura ou fechamento do sistema de calefação do veículo. O botão é também conhecido popularmente como roseta do ar quente, torneira ou torneirinha do ar quente, ou, ainda, manopla do ar quente. Ao longo do tempo esse botão passou por uma série de modificações como adiante se verá.

Botão até 1948 (redondo).

O botão de acionamento do ar quente era localizado sobre o túnel central do chassi do Fusca, do lado esquerdo da alavanca de freio de mão. O botão era redondo, feito em baquelite, na cor preta. Sobre o botão estava inscrito, em caixa alta, a letra "H", palavra alemã que significa "Heizklappenzug" ou controle do aquecimento. O cabo de aço que conecta o botão às muflas era simples.

1949-1950: formato ovalado do botão.

A partir do final de dezembro de 1948, chassi nº 091.915, o cabo passa a ser duplo, substituindo o cabo simples até então usado. Por conta disso, o botão ficou levemente maior que o anteriormente utilizado e de formato ovalado. O acionamento do ar quente se dava simplesmente puxando o botão para cima. Esse botão foi utilizado até abril de 1950.

1950-1952 (Fusca Luxo).

Em 29 abril de 1950, chassi nº 1-0162.444, o botão foi novamente modificado: agora de maior tamanho, lembra o formato de um T visto lateralmente. É modificada a forma de acionamento: agora a manopla, além de ser puxada para cima, deve ser girada no sentido anti-horário em aproximadamente 90 graus para acionar o ar quente. Também a posição do botão foi alterada, sendo deslocado para trás da alavanca do freio de mão (antes ficava do lado esquerdo do freio de mão).

1950-1952 (Fusca Standard).

A letra H continuou gravada na sua base superior. Nos Fuscas Luxo, o botão era na cor marfim e, no Fusca Standard, preto. 

Out/1952 a Nov/1953.

A partir do lançamento do Zwitter, em 1º de outubro de 1952, muda a forma de acionamento do ar quente: antes a roseta era puxada e girada; agora, passa a ser simplesmente girada, facilitando o acionamento da calefação. O botão é modificado, tornando-se arredondado, porém, com pequenas cavas para melhorar a firmeza da pegada. Outra novidade, são as inscrições no botão: além da letra H, são acrescentadas as letras "A" e "Z" acompanhadas de pequenas setas indicadoras da abertura e fechamento do sistema. A letra "A" é a inicial da da palavra alemã “Auf”, que significa “ligado”, o que ocorre girando-se o botão no sentido anti-horário; por sua vez, a letra "Z" é a inicial da palavra alemã "Zu", que significa "fechado"; para isso, gira-se o botão no sentido horário.

Nov/1953-Jul/1955.

Para os Fuscas destinados à exportação, a partir de 3 de novembro de 1953, chassi nº 1-0552.991 (Fusca Standard) e desde 16 de novembro de 1953, chassi nº 1-0559.131 (Fusca Luxo), o botão de acionamento perde os escritos em sua base superior, passando a ficar totalmente em branco.

Ago/1956-Jul/1970

Com o lançamento do modelo 1956, chassi nº 1.600.440, o acionamento do ar quente muda novamente de posição: de atrás do freio de mão passa a ser instalado ao lado da alavanca de câmbio, ali permanecendo (considerando a trajetória do Fusca no Brasil nos períodos de 1950-1959, 1959-1986 e 1993-1996). O botão de acionamento do ar quente sempre combinava com a tonalidade dos botões do painel do Fusca, sendo que nos modelos monocromáticos de 1960-1962 era da cor verde ou azul, a depender do tom da carroceria. O Fusca Pé-de-Boi, disponibilizado ao público entre 1965-1967, não possuía o sistema de ar quente. 

A partir de agosto de 1970.

Em agosto de 1970, com a estreia do modelo 1971 do Fusca, a roseta do ar quente passou a ser preta.  A partir de 1973, o ar quente deixa de ser equipamento de série e vira um opcional.

Kombi 1968.

Curiosamente, o botão de acionamento do ar quente foi também utilizado na Kombi Corujinha, para regulagem do banco do motorista.

                           A C E S S Ó R I O S

Roseta cromada.

Não há lugar no Fusca que não se tenha utilizado algum acessório. Isso inclui a roseta de acionamento de ar quente, que podia ser substituída por outra, visando melhorar o visual do besouro, ao gosto de seu proprietário. Assim, haviam rosetas cromadas que combinavam com os novos botões de painel, igualmente cromados.

Botão com detalhe em jacarandá.
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O botão podia também ter detalhe em jacarandá, combinando com as novas maçanetas internas de porta, igualmente amadeiradas em seu centro. Essa configuração era mais comum no Fusca 1500 de 1970 a 1973, que tinha o painel coberto com uma capa imitando a nobre madeira brasileira.