Fusca

Fusca

terça-feira, 16 de outubro de 2018

RÁDIO YAMAGUSHI

Rádio Yamgushi instalado em um Fusca 1968.

Extinta empresa paulistana fabricante de rádios automotivos.

Rádio Yamagushi em ação! 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

VW ILTIS

VW Iltis (Tipo 183).

O VW Iltis foi um veículo militar utilizado pelas forças militares da Alemanha, Canadá e Bélgica, com tração nas 4 (quatro) rodas, feito pela VW alemã entre 1978 e 1982. Internamente identificado como Tipo 183, o “jipe” foi inspirado no Munga (feito pela DKW nos anos de 1960), porém, com componentes mecânicos do Audi 100 e equipado com motor refrigerado a água de 1,7 litros, gerando 55 cv de potência. 


VW Iltis: vocação militar.

O Iltis foi o Jeg que deu certo. Lembremos que a VW nacional tentou vender para o exército brasileiro um veículo semelhante, com motor refrigerado a ar, fabricado sobre o "chassi" encurtado da Kombi, denominado de VEMP (Veículo Militar Protótipo), mas que, infelizmente, foi rejeitado pelos militares à época pelo fato de ter motor traseiro e falta de tração nas 4 (quatro) rodas. Posteriormente, esse projeto foi encampado pela empresa Dacunha que lançou no mercado o pequeno e simpático Jeg, fabricado entre 1977 e 1981, com cerca de 600 unidades produzidas. Interessante que ambos os veículos - aqui e lá - receberam  nomes de animais. "Jeg" é uma clara referência ao asno, popularmente chamado de jegue, jumento ou burro. Iltis, em alemão, significa doninha ou tourão.

Motor refrigerado a água gera 55 cavalos de potência.

A produção do Iltis  começou no verão de 1978 e as primeiras 200 unidades foram entregues em novembro daquele ano. Muito embora produzido simultaneamente com o Tipo 181, o Iltis acabou substituindo o VW Thing. Um pequeno número foi oferecido para uso civil, mas, devido ao alto preço, teve pouca aceitação no mercado.

Criador e criatura: o sistema de tração do Iltis acabou sendo usado no Audi Quattro.

Além do modelo convencional, o Iltis foi adaptado para ser utilizado como ambulância, unidade de comunicação e comando, antitanque e artilharia. O sistema de tração do Iltis acabou se mostrando tão eficiente que acabou sendo utilizado posteriormente pelo Audi Quattro. 

Interior do VW Iltis: espartano como todo veículo militar.

O veículo foi também produzido no Canadá pela empresa Bombardier (sob licença), que destinou 2.500 unidades para para as forças militares daquele país e 2.673 unidades para o exército belga. 

Dimensões do VW Iltis.

VW Iltis utilizado no Rally Paris Dakar em 1980. Vencedor absoluto naquele ano.

Em 1980, um Iltis devidamente preparado venceu o Rally Paris-Dakar, pilotado por Freddy Kottulinsky e Gerd Löffelmann. Um feito e tanto para um veículo essencialmente militar e com pouco tempo de vida.

Um pequeno vídeo com as imagens do VW Iltis no Rally Paris-Dakar de 1980.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

FASCINAÇÃO


Sempre chamou-me a atenção o fascínio que o Fusca exerce sobre as crianças.


Elas não tem a mínima ideia do que é um Mustang, Opala, Cadillac, Porsche, ou mesmo conseguem distinguir um modelo do outro. Muito menos reconhecem as marcas das dezenas de hatchs e Suvs que infestam o trânsito no dia-a-dia.


Todavia, quando os pequeninos veem um Fusca, a reação é instantânea: apontam o dedinho e exclamam em meio a um sorriso largo: "Um Fusca! Um Fusca!".


Sim, o Fusca tem esse mágico poder de atrair os olhares e corações dos infantes.  


E qual a explicação disso?


Seria o formato do Fusca, de caráter universal, arraigado na cultura popular, facilmente reconhecido em qualquer lugar e por qualquer geração?


Ou seria uma reação instintiva - uma lembrança genética - pelo fato de o pai ou o avô terem sido no passado proprietários de um besouro, e cujas histórias de outrora ainda permeiam o seio familiar.


Talvez os brinquedos recebidos - carrinhos em formato de Fusca - ajudam nessa identificação?


Ou seriam as fotos antigas guardadas na gaveta da mãe, onde algum familiar aparece ao lado do Fusca, despertando a atenção do bambino.


Talvez nem Freud explique essa atração! 


Todavia, mais do que olhar um Fusca, a suprema felicidade infantil é estar dentro dele!


É no interior do besouro que suas pueris fantasias se tornam realidade; tocar o carrinho, atentar para as diferentes texturas, sentir seu cheiro característico, sentar no banco do motorista e virar freneticamente o volante para simular estar dirigindo o Fusquinha, murmurando o indefectível "Brum, bruuum, bruuuuuuuuum! Bibiiiiiiiiiip!".


Sim, o Fusca não é só forma; é também cheiro e barulho. Na verdade, atiça diversos sentidos: a visão, que se admira de seu feitio único e inconfundível; o olfato, que se inebria com o cheiro peculiar quando se entra no besouro; a audição, que torna seu motor e buzina absolutamente singulares; a emoção, pelo acelerar do coração ao andar pela primeira vez no pequeno Sedan.


Com um adulto na direção, o local preferido das crianças é no chiqueirinho. Aconchegante, proporciona uma sensação de proteção aos pequeninos. "Puxa vida papai, que cantinho legal pra brincar! Posso ficar aqui?


Quantas crianças tiveram as primeiras "aulas" de direção com um Fusca? Entre a década de 1960 a 1980, certamente boa parte dos brasileiros tiveram algum contato com o besouro. Meus filhos, hoje quase adultos, aprenderam - tal qual o pai - a dirigir em um Fusca. 


Esse enigmático encanto que as crianças de hoje em dia têm pelo besouro - a despeito de não ser mais fabricado há mais de duas décadas - é, certamente, garantia de que o Fusca continuará sendo admirado e, portanto, preservado por muitos e muitos anos ainda A sobrevivência do espécime está a cargo desses pequeninos, afinal, as crianças de hoje são os adultos de amanhã.

(Obrigados ao amigos Rocha (Fusca 1963), Thiago (Fusca 1964) e Maurício (Fusca 1959) pela gentil cessão de algumas fotos que ilustram este post).

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SUSPENSÃO POR EMBUCHAMENTO E PIVÔ.

Suspensão dianteira: montagem na fábrica.

A suspensão dianteira do Fusca, composta de barras de torção transversais, feitas de aço laminado, dispostas dentro de dois tubos paralelos integrantes do quadro da suspensão, fixados à carroceria por meio de (4) quatro parafusos, arruelas e 2 travas. As lâminas são soldadas nas extremidades e fixadas na parte central de modo a impedir sua rotação, o que garante uma suspensão independente para as duas rodas dianteiras. 

Suspensão dianteira de um Fusca Oval.

As extremidades do feixe de lâminas são presas a braços da suspensão, e estes, por sua vez, se prendem à manga de eixo (ou ponta de eixo); a depender do modo dessa fixação, a suspensão passou a ser conhecida  popularmente por "embuchamento" ou por "pivô".

Suspensão por embuchamento.

A suspensão por embuchamento utiliza pinos verticais e horizontais que, por meio de um suporte próprio, conhecido por "telefone" da suspensão,  fixam a manga de eixo aos braços da suspensão. A suspensão por embuchamento foi utilizada pelo Fusca até 1970 e, até julho de 1981, apenas pelo Fusca 1300 Std.

Conjunto de pinos para suspensão por embuchamento.

O conjunto de pinos para o embuchamento de suspensão eram fabricados por diversas empresas nacionais, citando-se a Fabraço, Nakata, Butuem, Isbal, Macav, Sunyer, dentre outras. O pino horizontal da suspensão, quando original, tinha o logo VW gravado na cabeça.

Pinos horizontais originais.

Suporte da manga de eixo (popular "telefone da suspensão").

Em agosto de 1970, com o lançamento da linha 1971, o Fusca 1500 passou a vir de fábrica com uma nova suspensão dianteira, com a fixação da ponta de eixo agora feita por pivôs. Um novo quadro foi projetado, maior, com os tubos paralelos - onde as lâminas se acomodam - mais distantes um do outro, o que exigiu um novo cabeçote do chassi. O suporte da manga de eixo foi eliminado. As torres do quadro também foram redesenhados, em face na mudança na fixação dos amortecedores.

Suspensão de pivô.

Pivôs. Substituíram os pinhos de embuchamento. Nakata e TRW  são fabricantes da peça.

Todos os Fuscas 1500, 1500 Std (Série Bravo), 1600-S, 1600, 1300-L e Série Prata foram equipados com suspensão dianteira de pivô. Contudo, o Fusca 1300 Std continuou usando a suspensão por embuchamento até julho de 1981, chassi  nº BO 301.474. Somente a partir de agosto de 1981, todos as versões do Fusca passaram a ser equipadas com a suspensão de pivô.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

HERMES MACEDO


Lojas HM em São Bento do Sul (SC).

A Hermes Macedo foi uma loja de departamentos fundada em Curitiba (PR) em 1932 pelos irmãos Astrogildo e Hermes Farias de Macedo. A empresa, então denominada de Agência Macedo, dedicou-se em seus primórdios à venda de peças de caminhões e automóveis. 

Lojas HM em Caxias do Sul (RS).

Com a ampliação dos negócios, e já sob a denominação Lojas Hermes Macedo ou Loja HM, os irmãos Macedo passaram a comercializar artigos domésticos, móveis, roupas de mesa e cama, roupas e trajes masculinos, femininos e infantis, bicicletas, motocicletas, som em geral, máquinas de costura, discos de vinil, além dos tradicionais acessórios e pneus automotivos.

Anúncio de outubro de 1974.

Anúncio de junho de 1976.

Anúncio da década de 1980.

Entre os acessórios que podiam ser instalados no seu Volkswagen, cita-se rádios, alto-falantes, tweeters, equalizadores, macacos, baterias, volantes esportivos, bancos, consoles, rodas esportivas, faróis auxiliares do tipo milha e de neblina, enfim, tudo que havia de bom e de melhora para seu bólido. Esses equipamentos era instalados em pontos específicos denominados  "Auto Center HM".

Tudo para seu carro você encontrava na HM.

Adesivo plástico do Auto Center HM.

A empresa tornou-se um gigante das vendas a varejo no Brasil, à frente de Lojas Pernambucanas e Mesbla, chegando a possuir 285 lojas em 80 cidades espalhadas por seis Estados brasileiros: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Investiu bastante em propaganda (TV e rádio) sendo que os slogans “Lojas HM. Do Rio Grande ao Grande Rio!”  e “Pneu carecou, HM trocou!” faziam parte do imaginário popular.

Adesivo de propaganda política do Sr. Hermes Macedo colado no vigia de um Fusca.

Hermes Macedo chegou a se eleger deputado federal pelo Paraná pela antiga Arena, sendo reeleito por diversas legislaturas (1963-1982). Em 1997, a empresa ingressou com pedido de falência, três anos após a morte do Sr. Hermes (1914-1993).

LANTERNA PRA TODA OBRA!

Kombi 1976.

Em outubro de 1975 a VW do Brasil lançava a nova Kombi modelo 1976, conhecida como "Clipper",  com diversas modificações em relação ao modelo anterior.

Lanternas da Kombi Clipper.

Dentre as novidades da nova versão, estavam as lanternas traseiras, dispostas verticalmente no veículo, com funções de luz de estacionamento, luz de freio, pisca-pisca e luz de ré. Esse conjunto ótico, utilizado pela VW até o fim de produção da velha senhora, fez enorme sucesso na indústria automobilística, tendo sido utilizada por diversas montadoras de veículos, tanto em protótipos quanto em modelos que chegaram a ser fabricados comercialmente. 

As lanternas da segunda geração da Kombi foram utilizadas em carros esportivos (Puma e Pag Dacon), em motorhomes (Safari e Gurgel Cruiser), em mini-carros (Dacon 828), em triciclos (Emis), em SUVs (Gurgel Carajás), em jipes (CBT Javali, Gurgel X-12 TR e Jeg), em utilitários (Gurgel X-15, X-12, G800) e em buggies (Emis, Abais, Atobá, Billow, BRM, Baby, Canyon, Pretty Dakar, dentre outros). Bastante versátil, as lanternas foram utilizadas nesses veículos verticalmente (igual à posição original da Kombi), horizontalmente e, até mesmo, transversalmente;  a posição inusitada fazia com que se distanciassem visualmente das utilizadas pelo utilitário da VW, tanto que a Puma utilizou esses faroletes por quatro anos em seus veículos esportivos. Vejamos alguns desses veículos.

Kombi Motorhome Safari montada pela Karmann-Guia.

Puma 1976-1980.

Jeg Dacunha.

CBT Javali.

Mini Dacon 828.

Pag Dacon.

Pretty Dakar.

Buggy Emis.

Triciclo Emis.

Gurgel Cruiser.

Gurgel Carajás.

Gurgel G800.

Gurgel Itaipu E-400.

Gurgel Van-Guard.

Gurgel X-12 TR.

Gurgel X-20.

Gurgel X-15.

Buggy Abais.
  
Buggy Billow.

Buggy BRM.

Buggy Baby.

Buggy Canyon.

Buggy Atobá.