Fusca

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ASSOALHO

Assoalho até 1975: retilíneo nas bordas.

Dentre as diversas mudanças ocorridas no assoalho do Fusca, destacamos hoje, rapidamente, a diferença entre o assoalho do Fusca até 1975 e do modelo 1976 em diante, no que diz respeito ao ressalto nas bordas dessa chapa estrutural.

Até 1975, as bordas laterais do assoalho eram retilíneas em relação ao rebaixo central. A partir de 1976, com a introdução dos trilhos largos para a fixação dos bancos dianteiros, a VW teve que modificar o formato do assoalho, deixando a chapa lisa em torno do trilho igualmente mais larga, reduzindo, desse modo, a área do rebaixo central. Com isso, as bordas do assoalho passaram a ter uma curva (antes eram retos).

Assoalho a partir de 1976: curvado.

Foi uma mudança sutil, mas perceptível aos mais detalhistas. O conhecimento dessas diferenças auxilia a identificar eventual troca no assoalho dos Fuscas mais antigos (até 1975) uma vez que não  se fabrica mais assoalhos com o formato antigo.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A L A R M E S


O alarme veicular é um dispositivo eletrônico instalado no automóvel para evitar o roubo do próprio veículo ou de objetos que no interior dele se encontrem.

Anúncio de novembro de 1969.

Normalmente, o dispositivo é conectado à buzina original do veículo, de modo que, quando o veículo for violado, a buzina é acionada de forma intermitente, Todavia, há modelos de alarmes que possuem um aparato sonoro próprio, de grande intensidade, visando espantar o malfeitor do local. Como dizia o anúncio de época da empresa GEORSELL, "quando o ladrão tentar entrar ou levar seu automóvel, de repente soa um tremendo alarmes (regulável e intermitente) que vale um susto e uma corrida". Além das portas, o dispositivo pode ser instalado para ser acionado na abertura criminosa do porta malas ou da tampa do motor.

Anúncio da Filis da década de 1960.

O equipamento começou a se tornar popular na década de 1960 e, atualmente, seu uso é quase que obrigatório, sendo disponível, inclusive, como equipamento original de fábrica em muitos veículos.

Anúncio do equipamento da marca Filis.

Diversos fabricantes disponibilizaram o equipamento de segurança: além da GEORSELL, citada anteriormente, ficou famosa a marca FILIS, que possuía um painel com botões utilizados para acionar ou desligar o equipamento, cujo segredo apenas o motorista tinha conhecimento. O painel de controle da FILIS podia ser instalado dentro do porta luvas ou embaixo do painel do veículo, a critério do proprietário do veículo. Dispositivos sonoros de alarme foram também fabricados pela AUTO-ALARMES E ACESSÓRIOS e SOS, além de dezenas de outras marcas.

Propaganda de setembro de 1964.

Fusca com o dispositivo de proteção instalado embaixo do painel.

Alarme contra roubos da década de 1980.

Na embalagem, perceba a imagem do Fusca.

O Fusca dentro da gaiola: o fabricante sugeria proteção ao besouro.

Fusca 1984 com o painel do alarme no lado esquerdo do motorista.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

KOMBI. PROTETOR DE JOELHO

Até 1960, o suporte fixador da coluna de direção da Kombi não possuía qualquer acabamento,

Em maio daquele ano, a partir do chassi nº 614.639, a VW introduziu uma borracha  no local, que ficou conhecido como protetor de joelho, certamente por protegê-lo de eventuais batidas no local. 

O protetor tinha como part number 211.415.639.
  
Kombi 1959 sem a guarnição no suporte fixador da coluna.

Kombi 1968 com o protetor.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A E R O L U S

Acessório alemão do início de 1950: AEROLUS, permite a entrada de ar ao interior do veículo, mesmo em dias de chuva, minimizando o embaçamento dos vidros.

Feito em acrílico, era fixado na parte superior do arco da porta.

Fusca com o AEROLUS instalado.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

INTERRUPTOR DA LUZ DE TETO


O Fusca passou a ser equipado com o interruptor da luz de teto (também conhecido por "plafonnier") a partir de 13 de abril de 1951, chassi nº 1-0241.638.

Instalado em ambas as colunas do Fusca (direita e esquerda), o interruptor tinha a função de acionar automaticamente a luz interna quando a porta fosse aberta e de desligá-la quando a porta fosse fechada.

Os interruptores utilizados até o final de 1953 eram fixados na coluna por meio de 2 (dois) parafusos.

A partir de 21 de dezembro de 1953, chassi nº 1-575.417, foram introduzidos novos interruptores na coluna de porta, agora instalados sob pressão. Com isso houve mudança do desenho da coluna da carroceria, agora com um pequeno rebaixo arredondado para abrigar o novo interruptor. 

Esses interruptores tinham uma pequena base metálica e o botão propriamente dito era feito de baquelite.

A partir de 1967, chassi nº B7-404.738, foi introduzido um novo interruptor na coluna da porta. Esse novo modelo passou a ser fixado na coluna por meio de um parafuso auto-atarraxante, com cabeça do tipo philips. Ao mesmo tempo, introduziu-se uma coifa ou junta de vedação para evitar a entrada de ar e outras impurezas na parte dianteira das portas. 

Novos interruptores de porta. O modelo acima era feito pela Polimatic.

Em meados de 1974 o interruptor da porta no lado direito é descontinuado. A partir de então, o acendimento automático da luz de teto ocorre apenas com a abertura da porta esquerda.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

MARCADOR MANUAL

Tankfix alemão: hora de abastecer!

Os marcadores manuais de controle da quilometragem percorrida pelo veículo, acessório de época da década de 1950 e 1960, podiam ter diversas finalidades: a) controle de consumo de combustível na época em que o Fusca saia de fábrica sem o medidor, evitando que o veículo tenha pane seca; b) controle da troca periódica do óleo do motor, geralmente a cada 2.500 km rodados; c) simples controle de consumo do combustível; d) controle da quilometragem percorrida de um ponto a outro. 

Os diversos modelos e finalidades dos marcadores manuais.

Para efetuar esse controle, o motorista deve assim proceder: suponhamos que o acessório seja utilizado para controle do consumo  de gasolina com vistas a evitar uma pane seca; no momento de abastecer totalmente o tanque de combustível, tomando por base a km constante no hodômetro do velocímetro, deve-se adicionar no marcador manual a km máxima que o veículo pode percorrer com o tanque cheio. Exemplo: o velocímetro marca 86.450 km; o Fusca 1200, via de regra, tem um consumo de 10 km/litro. Portanto, um tanque de 40 litros tem autonomia para percorrer 400 km. A partir dessas premissas, o motorista gira o marcador manual até chegar no número 86.850. O marcador é então colocado no painel (o apetrecho possui um ímã em sua parte de trás, o que permite seja fixado em qualquer superfície metálica), próximo dos olhos do motorista, que controlará a km percorrida. Quando chegar próximo de 86.800 km, saberá que deve procurar um posto para abastecer, pois terá autonomia de apenas 50 km com o combustível que lhe resta.

Alguns eram feitos na cor marfim para combinar com os botões do Fusca.

Se o equipamento for utilizado para ajudar a lembrar da troca periódica do óleo, bastaria o motorista adicionar 2.500 km (quilometragem recomendada na época para troca de óleo do motor do Fusca) à quilometragem atual. 

Marcador no painel de um besouro: combinando com os botões.

Por outro lado, se for utilizado para ajudar na verificação da média de consumo, o marcador deverá ser marcado com a quilometragem atual. Posteriormente, quando o tanque for novamente abastecido, o motorista poderá calcular o consumo médio (quilometragem atual do velocímetro (-) quilometragem constante do marcador manual (/) quantidade de litros para encher o tanque).

Meko: marca alemã do medidor manual.

O charmoso acessório, além de útil, embelezava o painel do besouro, principalmente quando combinasse com os botões originais. Na Alemanha, onde se popularizou seu uso, destaca-se as marcas Meko, Tankfix e Kilometer-Boy. Alguns modelos tinham uma segunda função, como por exemplo, um termômetro que marcava a temperatura ambiente. Os modelos específicos tinham sua finalidade escrita no apetrecho: "Tanken bei km-Stand" por exemplo significa "abasteça o tanque em ... km"; "Oelwechsel bei km-Stand" significa "Troque o óleo em .... km"; "Abfahrt bei km-Stand" significa "Km na partida ...".

O marcador Meko no painel de um Fusca.

Medidor Meko no painel de um Fusca Oval.

Folder que acompanhava o medidor Meko.

No Brasil, a marca mais conhecida é Km-Set, produzido por Gonçalves & Leite Ltda, de Porto Alegre (RS), que tinha a finalidade de controlar o consumo médio de combustível do veículo. Esse medidor foi um presente especial de Christian M. Jung que comanda o excelente blog Macfuca (www.macfuca.blogspot.com). Vale a pena uma visita!

KM-Set: marca nacional.

Panfleto do marcador KM-Set: instruções para uso.

O medidor em um Fusca nacional.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

FRISOS DO PAINEL

Fusca 1959.

Em 1º de agosto de 1957, a partir do chassi nº 1.600.440, o Fusca sofreu diversas mudanças. As transformações mais visíveis foram o fim do vidro traseiro oval com a adição de um vigia maior, de formato retangular, além de um pára-brisa maior e um novo painel de instrumentos.

Friso de zamac em um Fusca 1959.

O novo painel passou a contar com um jogo de 4 frisos, que instalados um do lado do outro, forneceram amplitude e requinte ao painel do besouro. O conjunto de 4 (quatro) frisos são assim compostos: 1 (um) da grade do alto-falante localizada à esquerda do velocímetro; 1 (um) à direita do velocímetro, local onde anos mais tarde seria instalado o marcador de combustível, 1 (um) na tampa cega do rádio e, finalmente, 1 (um) na tampa do porta-luvas.

Friso de zamac (antimônio) no porta-luvas de um Fusca 1959.

Os frisos do painel do Fusca fabricados entre agosto de 1957, chassi nº 1.600.440,  a abril de 1961, chassi nº 38.112, eram feitos de zamac, uma liga feita de zinco, alumínio, magnésio e cobre, erroneamente conhecida por antimônio.

Friso em zamac: repare os pinos de fixação.

Esses frisos possuíam pinos na parte de trás, que perpassavam a carroceria sendo fixados no painel com a aplicação de uma pequena trava metálica. Por conta desse sistema de fixação, o porta-luvas usado no período possuía, em sua parte interna, três orifícios para permitir a instalação da trava. Para melhor acabamento, essas aberturas eram fechadas por tampas plásticas de cor clara.

Observe a trava metálica que fixa o friso.

Tampa do porta-luvas (1957-1961) com as 3 (três) tampas plásticas.

Detalhe da tampa plástica da parte interna do porta-luvas do Fusca.

A partir de abril de 1961, chassi nº 38.113, a VW do Brasil modificou os frisos do painel, que passaram a ser feitos de alumínio, além de perderem os pinos da parte de trás,  sendo agora fixados por grampos. Com essa alteração, a tampa do porta-luvas foi modificada, perdendo os 3 (três) orifícios da parte interna. Os frisos de alumínio foram utilizados pelo Fusca até julho de 1970. A partir de agosto, com o lançamento do modelo 1971, foram suprimidos os frisos do painel.

Fusca 1963 com friso de alumínio.

Grampos para fixação dos frisos de alumínio.

Nova tampa do porta-luvas a partir de abril de 1961.

Diferença visual entre os frisos: os frisos de zamac são mais  afilados nas extremidades.

Em cima: friso pontudo (de zamac); embaixo: friso de alumínio.